quarta-feira, 24 de maio de 2017

Tempo de Despertar

Por Abilene Silva

     Uma reflexão em torno do capítulo 32 do livro de Isaías, sobretudo nas palavras do verso 9: “Vocês, mulheres sossegadas, levantem-se e escutem-me... Ouçam o que lhes vou dizer!”.

Esta palavra profética é direcionada a certas mulheres vaidosas e altivas da época do profeta, que não estavam dando a devida atenção à espiritualidade numa fase que poderíamos chamar de "tempos difíceis" para Israel. Do verso 10 ao 14 Isaías faz um convite ao arrependimento, um apelo para que haja humilhação e quebrantamento. O início do capítulo 32 (entre os versículos 1 e 8) nos dá a entender que o texto todo é messiânico; logo, nós, povo de Deus hoje, podemos fazer um paralelo com os nossos dias. E como estes também são "tempos difíceis"! Os dias são maus! A terra está enferma! Informações preocupantes nos chegam de toda parte: corrupção, violência, miséria, desamor, vícios, destruição de lares e a devastação ambiental de nosso planeta.

E quanto a nós, denominados servos do Senhor, estamos atentos ao que está em nossa volta? Como agimos quando as notícias não são favoráveis e as circunstâncias parecem tão adversas? Que tal ouvir mais uma vez a palavra profética? Afinal, a voz de Isaías continua pertinente em nossos dias. A solução é levantar, despertar, abrir os ouvidos espirituais, os olhos do coração e discernir os tempos. Permaneça firme em oração, persevere na fé! Medite na Palavra! Ouça a voz do Senhor! Conclame um jejum, um tempo de quebrantamento! Levante-se e clame, “até que sobre nós o Espírito seja derramado do alto e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil pareça uma floresta...

O fruto da justiça será paz; o resultado será tranquilidade e confiança para sempre” (Is 32.15).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Clareza

Por Oswaldo D. Junior

     “E vocês?", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou?"
(Mt:16-15)

Quando Jesus levanta este questionamento com Seus discípulos, a esta altura, Ele já havia feito duas multiplicações de pães, como já havia confrontado os principais pensadores religiosos de sua época (fariseus e saduceus). Ele já havia feito milagres, mas já havia negado “sinais do céu”, já havia sido didático aos mais humildes e já tinha confrontado hipócritas. Sua pergunta não tinha nenhuma preocupação com a opinião popular. Jesus nunca procurou pela “imagem de mercado”; nem Seu objetivo era obter a aprovação social. Ele queria que os discípulos tivessem muita clareza sobre Seu caráter. Ele queria que eles fizessem o exercício de discernir a Sua voz entre muitas outras vozes. Ao andar com Ele, que aprendessem a reconhecer quem realmente Ele era e a diferenciar o Seu caráter da reputação que davam a Ele. Sabemos que há uma enorme diferença entre um e outro. É desta enorme diferença que nossos corações precisam ter cada dia mais clareza.

Jesus já havia afirmado que Sua reputação era intensamente negativa (Mat.7:34), até porque a reputação de alguém, muitas vezes é construída a partir da superficialidade, de preconceitos e de opiniões subjetivas de outros. Enquanto caráter, é fruto de valores e princípios adquiridos e assumidos para uma vida inteira.

Reputação pode ser “fabricada” (que o digam nossos políticos!), mas o caráter é constantemente revelado nas posturas e atitudes.

Alguém de caráter disciplinado pode ter a reputação de ser inflexível. Alguém de caráter misericordioso pode ter a reputação de “coração mole” ou injusto. Daí a nossa enorme necessidade de clareza , principalmente naquilo que se apresenta “em nome de Deus”. 


No poema de William H. Davis fica um resumo inspirador: “REPUTAÇÃO é o que os homens dizem de você na lápide sepulcral; CARÁTER o que os anjos dizem de você diante do trono de Deus.

Que nosso olhar possa discernir claramente aquilo que Deus tem colocado diante de nós, e assim fazermos Sua vontade.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Correria x Quietude

Por Joice Loureiro Paes

     O Espírito Santo nos mostra em Lucas, capítulo 10, dos versos de 38 a 42, a diferença entre duas mulheres que retrata bem a nossa realidade atual. A quase totalidade dos cristãos são Martas, muita correria, ninguém tem tempo para absolutamente nada, exceto ao trabalho necessário à vida terrena, tanto aquele necessário à preservação da vida quanto àquele que gera o grande alvo maior do ser humano atual: o ser feliz. Não temos tempo para nossas famílias, para ganhar vidas para Jesus e nem tempo disponível para Deus, inclusive em ouvilo em meditação e oração. Falta-nos também o tempo precioso para usufruirmos da benção citada no versículo 1 do Salmo 133.

Frequentemente, corremos atrás do vento e na maioria das vezes lançamos nossas pérolas à porcos. Perseguimos muitas coisas e esquecemos da principal: buscar a Deus em primeiro lugar, conforme Mateus 6 : 33.

Construímos muitos castelos de areia, conforme nossos valores efêmeros, e deixamos de edificar na rocha, que é Jesus. Construir na rocha demanda muito esforço, determinação, fé, coragem e muitas vezes ousadia. Edificando na areia, nossa vida não sai da mediocridade, da mesmice, tornamo-nos crentes materialistas, intolerantes e donos da verdade, e consequentemente donos da igreja, no caso daqueles que exercem funções de liderança. O resultado final é que nós mesmos acabamos por prejudicar o crescimento da igreja. Para agravar, provocamos conflitos, alheamento de irmãos e mesmo atividades sem nenhuma importância, decorrentes de motivações fúteis.

Com tudo isso, deixa de ser nossa prioridade a conquista de vidas para Cristo. Acomodamos-nos em nossa zona de conforto praticando um cristianismo padronizado pelas regras denominacionais. E, no âmago do problema, está a triste realidade de que nosso bem estar é o alvo maior de nossas vidas.

Se nossa esperança cristã se limita a esta vida terrena, então somos os mais infelizes dos seres humanos, conforme nos ensina I Coríntios 15 : 19.

Maria tomou a decisão correta, postou-se aos pés de Jesus e ficou com a melhor parte, cujo benefício é eterno. Sejamos sábios como ela, ouçamos o Mestre em todo o tempo e lancemos sobre Ele toda nossa ansiedade, angústias, temores e incertezas. Porque Ele tem cuidado de nós.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sejamos Exemplos Vivos

Por Sérgio Oliveira

Mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento , no amor na fé e na pureza.”  (I Timóteo 4:12)

     Ontem lembrei de um pastor querido quando estava na cozinha pensando em fazer um suco de maçã com limão, suco esse que tomei pela primeira vez em sua casa quando em um final de tarde , vindo da então sede UIECB e indo para nossa igreja em Nilópolis fizemos uma parada para um lanche e assim, rapidamente seguirmos para o estudo bíblico. Eu ainda adolescente e ele na época, meu pastor.

Pensando nesse suco lembrei do quanto a vida dele e de sua esposa foram marcantes em minhas decisões de vida, ministério e tantas outras situações. Me espanta o quanto ele me ensinou com sua vida e suas atitudes. Ele me ensinou principalmente quando “não estava ensinando nada”, apenas convivendo no dia a dia.

Isso me fez pensar no que “as nossas ovelhas” tem aprendido com as nossas vidas, pois somos exemplos para muitas pessoas e não temos o poder de mensurar o quanto nossas atitudes influenciam aos outros.

Quando Paulo fala a Timóteo sobre ser um exemplo para os fiéis ele o estava encorajando a um padrão de vida elevado, onde ele não viveria somente para ele, mas para que permitisse que sua vida encorajasse a outros a viverem da melhor forma possível, e assim, pudessem ser instrumentos de glorificação do nome de Deus.

(I Coríntios 10:31-33).

A bíblia fala em Filipenses 2:15 que brilhamos como luzeiros no mundo no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, ou seja, no meio dessa confusão que o mundo vive nossas vidas devem servir de referência para os que precisam, da mesma maneira que um farol serve de referência para um navio livrando os desavisados dos perigos deus rochas os ajudando a passar por lugares difíceis em tempos de tempestades.

Não sabemos o que Deus pode fazer através das nossas vidas quando decidimos simplesmente viver como ele nos propõe, mas sei que ele vai usar os detalhes de nossa vida para glória do nome dele.

Que ele seja Glorificado em nós!

O Fundamental Para Jesus

Por Jaderson Martins Costa

     Quando se compara a proposta de Jesus, apresentada nos Evangelhos, com o tipo de religiosidade experimentada e propagada por muitos cristãos atuais, percebe-se, sem muita dificuldade, que há uma considerável distância entre ambas.

Aos fariseus e escribas, Cristo dirigiu palavras duras, porque usavam sua religiosidade e o “culto” a Deus para justificar seus pecados sociais (Mt. 23:14). Jesus chamou-os, sem cerimônia, de hipócritas, indicando assim que o culto público e as ofertas precisam ser precedidos por algo mais fundamental: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt. 23:23; Mq.6:6-8). Para Deus, qualquer ato de adoração que não seja fundamentado por esses elementos essenciais, se constitui em algo repugnante e não aceitável (Is. 1:11-17; Am. 5:21-24).

Apesar de tantos textos nas escrituras que nos confirmam esta verdade, constata-se em tantas realidades que há mais orações que justiça, mais cânticos que misericórdia, e mais dízimos e ofertas que amor e fé. Não que se queira aqui negar o valor da oração, do louvor, das ofertas, do culto em si, e sim, deixar claro que estas coisas perdem seu valor se não se tem o fundamental (Is. 1:15; 58:1-4; Am. 5:23; Ml. 1:10).

O fundamental para Jesus é o amor (Mt. 22:36-40). O amor que não se alegra com a injustiça (I Co.13:6), que não procura seus próprios interesses, mas exerce misericórdia (I Co.13:5; I Jo. 3:17,18), que tudo crê, tudo suporta, tudo sofre, tudo espera (I Co.13:7). Jesus disse que os seus discípulos seriam reconhecidos como tais através do exercício deste elemento fundamental, o amor (Jo. 13:35).

A proposta de Cristo nos Evangelhos é de nos tirar do individualismo egoísta para uma vida comprometida com Deus e com o próximo. Amar é isto: ter um compromisso, dar a vida pelo irmão, e isto para Jesus é o que importa, o fundamental.