quarta-feira, 10 de maio de 2017

Correria x Quietude

Por Joice Loureiro Paes

     O Espírito Santo nos mostra em Lucas, capítulo 10, dos versos de 38 a 42, a diferença entre duas mulheres que retrata bem a nossa realidade atual. A quase totalidade dos cristãos são Martas, muita correria, ninguém tem tempo para absolutamente nada, exceto ao trabalho necessário à vida terrena, tanto aquele necessário à preservação da vida quanto àquele que gera o grande alvo maior do ser humano atual: o ser feliz. Não temos tempo para nossas famílias, para ganhar vidas para Jesus e nem tempo disponível para Deus, inclusive em ouvilo em meditação e oração. Falta-nos também o tempo precioso para usufruirmos da benção citada no versículo 1 do Salmo 133.

Frequentemente, corremos atrás do vento e na maioria das vezes lançamos nossas pérolas à porcos. Perseguimos muitas coisas e esquecemos da principal: buscar a Deus em primeiro lugar, conforme Mateus 6 : 33.

Construímos muitos castelos de areia, conforme nossos valores efêmeros, e deixamos de edificar na rocha, que é Jesus. Construir na rocha demanda muito esforço, determinação, fé, coragem e muitas vezes ousadia. Edificando na areia, nossa vida não sai da mediocridade, da mesmice, tornamo-nos crentes materialistas, intolerantes e donos da verdade, e consequentemente donos da igreja, no caso daqueles que exercem funções de liderança. O resultado final é que nós mesmos acabamos por prejudicar o crescimento da igreja. Para agravar, provocamos conflitos, alheamento de irmãos e mesmo atividades sem nenhuma importância, decorrentes de motivações fúteis.

Com tudo isso, deixa de ser nossa prioridade a conquista de vidas para Cristo. Acomodamos-nos em nossa zona de conforto praticando um cristianismo padronizado pelas regras denominacionais. E, no âmago do problema, está a triste realidade de que nosso bem estar é o alvo maior de nossas vidas.

Se nossa esperança cristã se limita a esta vida terrena, então somos os mais infelizes dos seres humanos, conforme nos ensina I Coríntios 15 : 19.

Maria tomou a decisão correta, postou-se aos pés de Jesus e ficou com a melhor parte, cujo benefício é eterno. Sejamos sábios como ela, ouçamos o Mestre em todo o tempo e lancemos sobre Ele toda nossa ansiedade, angústias, temores e incertezas. Porque Ele tem cuidado de nós.

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