quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Uma Esperança Maior

Por Cristina Pereira de Azevedo
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. (I Cor 15:58)

Esse versículo faz parte de um contexto importante da fé cristã. O apóstolo Paulo, em I Coríntios 15, faz a sua defesa quanto à ressureição dos mortos contrapondo a tese da igreja de Coríntios que acreditava na ressureição de Cristo, porém negava a ressureição dos mortos. Nos versículos 12,13 e 14 Paulo defende: “Se não há ressurreição dos mortos, Cristo não ressuscitou e se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé e é vã a nossa pregação.”

Crer na ressurreição é fundamental para a fé cristã. Aqueles que crêem, ressuscitarão com Cristo reinarão com Ele. Crer na ressureição é crer em uma esperança maior, numa vida plena onde a morte foi vencida.

Paulo conclui seu discurso, dando o seguinte conselho:

A nossa maior esperança é o céu, é uma vida plena em Cristo, mas enquanto isso não acontece:

Sede firmes: tenham um alicerce, quem é firme permanece, não sai do lugar.

Inabaláveis: que não consegue abalar, a situação do dia a dia não pode fazer retroceder. A fé em um Cristo ressurreto e a esperança de estar com Ele é a motivação constante daquele que crer.

Abundante: Em quantidade maior do que o suficiente, quantidade que ultrapassa a necessidade. O que Jesus deixou para Igreja fazer não é fácil, requer esforço sobrenatural em cada tarefa desempenhada por um servo de Cristo, requer que ele vá além da sua capacidade, física, mental e emocional.

Contudo todo esse esforço não será em vão!

Essa é a doce esperança!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Árvores e Seus Frutos

Por Matheus Viana
Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos”. (Evangelho segundo Lucas 6:43-44).

Jesus utilizou este preceito basilar da natureza para aplica-lo à vida de seus ouvintes. Ao proferir tal ensino, acredito que trouxe à memória a advertência do salmista em relação àquele que anda de acordo com a vontade do SENHOR (Salmo 1:3). É clara aqui a relação entre duas metáforas. Uma é a das águas correntes simbolizando a Voz de Deus por meio de Sua Palavra (Apocalipse 1:15). A outra é a de que somos chamados a sermos árvores. Ou seja, a permanecermos Nele, por meio de Sua Palavra, para que possamos dar frutos (Evangelho segundo João 15:5). Diante deste fato, surge outra questão: Como acontece este fornecimento de alimento? Através da geração de outros dois elementos: frutos com suas sementes. O fruto deve ser usado como alimento. Já a semente deve ser plantada (cultivada) no solo para que gere outra árvore que dê frutos e assim sucessivamente.

Aqui está o “x” da questão. E ele se divide em duas partes. A primeira se refere ao fato de que o fruto (nos quesitos tipo e qualidade) é determinado pela árvore da qual ele brota. E a segunda se refere ao fato de que uma árvore (também nos quesitos tipo e qualidade) é determinada pela semente (nos mesmos quesitos). Uma árvore boa depende de dois elementos: semente e terra (solo). Não basta a semente ser boa. O solo deve ser propício para fazê-la germinar. Jesus falou sobre isto em Sua parábola do semeador (Evangelho segundo Mateus 13:1-23).

Jesus, em outra parábola, elucidou sobre as duas sementes. A boa representada pelo trigo e a ruim pelo joio (Evangelho segundo Mateus 13:24-29). De acordo com Jesus, a semente boa é representada pela semeada pelos filhos de Deus, que é o Evangelho do Reino; e a ruim pelos filhos do maligno (Evangelho segundo Mateus 13:37), descritos pelo apóstolo Paulo como “filhos da desobediência” (Efésios 2:1-3). Qual a semente que tem sido cultivada em nosso coração?

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A Construção da Fé

Por Jonatas Toledo
Podemos aprender nesse texto que Fé não é sensorial, não é sentimento. Quando olhamos os versos anteriores, percebemos a tentativa do autor em tratar sobre a perseverança e a grande necessidade de não retroceder (Hebreus 10:35-39). Por isso, estou certo de que Fé é uma construção de uma convicção. 

Em uma época onde ouvimos sempre "Deus falou, Deus falou" precisamos ter Abel como exemplo. Quantas vezes Deus falou com Abel? Hebreus 11:4 - Não há registro, foi movido pela convicção. Quantas vezes Deus falou com Enoque? Gênesis 5:24, Hebreus 11:5 - Não há registro, foi movido pela convicção. Quantas vezes Deus falou a Noé? Gênesis 6:9 - Apenas um registro, sua obediência evidencia sua convicção, sua fé. Quantas vezes Deus falou com Abraão? Três vezes sobre a promessa e uma vez para o sacrifício - Não hesitou, mas foi movido pela convicção. E sem contar Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e tantos outros que vemos nessa galeria.

Podemos concluir que Fé é a completa ausência de sentimentos. Eu e você passamos por momentos que chamamos de crise de fé porque associamos fé ao sentimento. Nossa geração infantilizada aprendeu que fé é um sentimento de coragem, ousadia, empolgação.

Podemos aprender, então, que a construção da fé é uma maratona que se estende por toda a vida. O trabalho de Deus em nós é nos levar a enxergar somente Jesus (Hebreus 12:2), tirando todas as parafernálias e paganismos da vida.

Hebreus 12:27 - 29 - O que chamamos de crise é chamado de coisas abaláveis nas escrituras. Tudo isso para que a nossa vida expresse de modo agradável o nosso trabalho em Deus, nossa reverência e nosso temor.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Começando do Básico

Por Fernando Coêlho Costa

Geralmente quando um novo ano se inicia, as promessas, os planejamentos e as expectativas vem junto. Aí a pergunta que nos fazemos é: Por onde começar? Talvez seja melhor mesmo começar pelo básico.

O primeiro Salmo inicia dando um belo conselho: “Não andar no conselho de quem não sabe para onde está indo, não parar a caminhada e não comungar com os que escarnecem”(Paráfrase). Que forma maravilhosa de começar mais um ano! Continuar a caminhada é garantia de que estamos no caminho certo, cooperando uns com os outros e seguindo a caminhada da igreja na história.

No entanto, paramos a caminhada quando começamos a pensar que todo o esforço já feito para pastorear pessoas, famílias e cidades foi em vão. Paramos, ainda, quando tiramos Cristo como alvo de nossa caminhada e o substituímos por qualquer outra coisa ou pessoa. Paramos a caminhada quando achamos que só nós estamos cansados e só nós não nos encaixamos nos formatos culturais, teológicos e existenciais. Daí que parar a caminhada é o estágio anterior à sentar e comungar com os escarnecedores.

Um alento para continuarmos a caminhada e/ou recomeçarmos é lembrar que o principal do caminho é “ter prazer nos mandamentos do Senhor(que não são pesados) e meditar com perseverança à semelhança da árvore plantada junto à corrente de águas(move-se), que no devido tempo dá seu fruto(paciência), cuja folhagem não murcha(esperança) e tudo quanto faz será bem sucedido”.

Comecemos ou recomecemos a caminhada lembrando do v6: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos...”. Boa caminhada por todo este ano!