quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Antes do Epitáfio do Fim de Ano

Por Aleksandro Andrade
Resta-nos escolher o que escrever, não porque andamos distraídos e fomos protegidos pelo acaso e sim, porque a única coisa que levamos para o outro lado, para o novo tempo que ansiamos começar é o que as nossas mãos seguraram. Olhemos para as nossas mãos e também para os nossos pés, as primeiras guardam o que não podemos largar, os pés nos lembram onde pisamos, que caminhos escolhemos.

Ainda vale a pena guardar o bom depósito "o evangelho", mesmo que as nossas mãos não sejam mais tão fortes. Ainda vale caminhar pelo Caminho, mesmo que esse caminho não interesse a todos.

Temos um caminho proposto (Hebreus 12.1,2).
Feliz ano que pela graça receberemos.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Há Esperança

Por Abilene de Paz Barros Silva

No dia 25 de dezembro, povos do mundo inteiro celebram o nascimento de Jesus. A Bíblia não revela a data exata do seu nascimento terreno, mas é certo que a Galiléia dos gentios recebeu a promessa de Isaías 9. O Messias chegou! Para os aflitos, não haverá mais escuridão; aos que estão em trevas, já raiou a luz, o caminho foi aberto; o jugo do opressor foi destruído. Agora é possível alegrar-se! O menino já nasceu e seu nome é Maravilhoso Conselheiro, Deus poderoso, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Seu domínio se estende por toda a Terra e seu governo é de paz sem fim.

O nascimento de Jesus estabeleceu um novo tempo, inaugurou um novo Reino e um governo eclesiástico. Sua Igreja, edificada para anunciar os benefícios do Seu Reino, constitui-se futuro e esperança para os povos.

Portanto, é missão da Igreja Proclamar às nações: Jesus chegou! Os cegos abrirão os olhos e os surdos ouvirão; os que não conseguem andar, saltarão, correrão e não se cansarão; o depressivo cantará de alegria; o sedento de coração receberá de graça a água da vida.

Povo que se chama pelo Nome do Senhor: “Fortaleçam as mãos cansadas, firmem os joelhos vacilantes; digam aos desanimados de coração: Sejam fortes, não temam!” (Isaías 35. 3 e 4). Prossigam anunciando que há um caminho de santidade a ser percorrido e convidem os da iniquidade a andarem nele! Preguem que a vida é passageira, que há esperança de vida eterna e que Jesus vai voltar! E, quando ela voltar, enxugará dos olhos toda lágrima. Então, haverá cânticos de júbilo e alegria sem fim.

Sim, há esperança! Jesus nasceu, morreu, ressuscitou e está entre nós.

Amado leitor, que as bênçãos abundantes do Pai, a graça inefável do filho e a alegria do Espírito Santo sejam derramadas sobre sua vida neste Natal e que a boa mão do Senhor conduza sua vida, família e ministério em 2018.

Um grande e afetuoso abraço.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Uma Palavra Sobre a Obra do Ministério

Por Leví Gabriel Tavares
(2 Timóteo 4.1-52)
Devíamos nos atentar para as últimas palavras do apóstolo Paulo. Seu tempo neste mundo estava se findando, e ele então instrui seu discípulo Timóteo quanto ao ministério. Vejamos a pertinência de tais princípios a nós hoje, imersos em um contexto de apostasia, distorções bíblicas, entre outros males:

1. Tenha o Prisma Correto do Ministério.
Paulo exorta a fazermos as coisas diante de Deus. É para Ele que haveremos de prestar contas. O mesmo diz que se procurasse agradar homens estaria desaprovado por Deus.

2. Termos a Prática Correta no Ministério.
Pregando a palavra a tempo e fora de tempo. Isso com zelo doutrinário e paciência para com os ouvintes.

3. Termos em Vista a Realidade Ministerial.
Mesmo procurando agradar a Deus, não abrindo mão da doutrina e tendo paciência, a realidade segundo Paulo é de rejeição, de desprezo. Os homens procurarão mestres que digam o que lhes agrada, eles resistirão a verdade.

Todavia a palavra final é de ânimo: "Cumpra o Teu Ministério".
Devemos continuar, pois a fidelidade é o grande sinal do êxito ministerial.
Que Deus nos fortaleça nessa jornada!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Deus Conosco

Por Marcos Leite Heck

"Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição." Salmos 46:1
Estamos vivendo dias difíceis e trabalhosos, mas Deus está conosco. Este Salmo fala sobre a confiança na palavra de Deus, sobre tudo aquilo que Deus é para nós e o que precisamos que Ele seja. Se estamos com sede, Ele é a água que sacia; se estamos com fome, Ele é o pão que nos sustenta; se estamos caídos, Ele é o Deus que nos levanta; se estamos fracos, Ele é a nossa força e nossa fortaleza; se estamos no deserto; Ele é nosso abrigo.
Por isso, Deus permite que passemos por dificuldades e provações, para que nossas impurezas saiam e nos tornemos perfeitos diante dEle. Deus está presente em todos os momentos de nossas vidas, tanto nas horas boas quanto nas horas difíceis. Ele está de braços abertos para nos acolher. Ele sempre será tudo o que precisamos. Ele jamais nos abandonará e nos deixará aflitos, basta acreditar no Seu poder divino. Jesus Cristo é o Emanuel, Deus Conosco!!

Que o Senhor nos abençoe e fortaleça pela sua Palavra eterna!! Amém!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Burocratas da Fé

Por Cid Mauro Oliveira
     Jesus não era isso. Fariseus sempre reclamaram dos modos dele e de seus discípulos. Quanto a estes, por exemplo, diziam não lavar as mãos antes de comer.


Quanto a Jesus, várias reclamações: curava aos sábados, não escolhia direito seu círculo de amizades, frequentava locais não muito recomendáveis.


Eles, sim, eram burocratas da fé. Para os fariseus, o acesso a Deus estava bloqueado por uma série de fatores. Uma vez preenchida a lista deles, tudo bem.


Para Jesus, o acesso a Deus era franco, ao alcance de um bate-papo à beira do lago, na pradaria da outra margem ou nos pilares do Templo.

Acesso aberto a todos, até àqueles marcados pela crítica farisaica: prostitutas, publicanos e toda a gama de "pecadores".

Jesus ia ao encontro das pessoas. Os fariseus eram assépticos. Praticavam eugenia, quer dizer, tinham na sua lista a relação dos "puros" diante de Deus.


Jesus dizia aos quatro ventos, "vim buscar pecadores", "os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes", "o filho do homem veio buscar e salvar o perdido".

No círculo de Jesus, pecadores, doentes e perdidos. No círculo dos fariseus, os puros. Há uma pergunta incomodando.

A igreja de Jesus, hoje, reconhecida por ser seu círculo de discípulos, está mais para um ou para outros? Vai mais ao encontro das pessoas, ou espera que elas venham a seu encontro?

Espera mais que as pessoas se enquadrem em suas regras, ou aceita pecadores, doentes e perdidos em seu meio?

Estamos mais para a informalidade ativa e inteligente de Jesus ou para a burocracia farisaica? Tornamo-nos buro

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sem Dinheiro ou Garantias

Por Rogério Nunes de Lima
     O livro dos Atos dos Apóstolos transborda exemplos importantes sobre a Igreja da época. Nestas dezenas de histórias, temos ações positivas e negativas que nos ajudam a entender os princípios dos primeiros cristãos, bem como aplicações à Igreja de hoje. No capítulo 3, há exemplo cativante da cura de um aleijado que pedia esmolas junto a um dos portões do templo. É o panorama de como Pedro e João agiam num dia comum. Percebi três coisas:

1. Eles seguiram com suas vidas (v. 1) Pedro e João tinham o costume de ir ao templo dos judeus para orar todos os dias, às 15h00. Depois do Pentecostes, do batismo de 3.000 pessoas e de todo aquele rebuliço, o que aconteceu? Nada demais. Eles continuaram fazendo o que faziam antes, mas agora sob o poder do Espírito Santo. Não foi necessário gravar um álbum gospel ou abrir um novo templo.

2. Eles viram além dos demais (v. 5) Era só mais um aleijado pedindo esmolas. Para piorar, Pedro e João estavam duros, igual a gente no fim do mês. O homem esperava dinheiro, mas eles poderiam fazer mais. Eles contavam com um poder extraordinário e foram usados para que Jesus fosse glorificado na vida daquele homem.

3. Eles serviram de apoio (v. 7) Não foi só uma oração, foi também um serviço. Pedro segurou a mão do homem até que ele tivesse força em suas pernas. A Igreja não é somente a voz que clama no deserto, mas é também a mão estendida que levanta o coxo e o segura até que ele possa andar por conta própria.

O resultado foi espantoso, mas poderia ser diferente. Talvez o aleijado fosse correndo para sua casa, ou procurar um emprego. Talvez ele fosse ingrato. A ação de Pedro e João não tinha a garantia de crescimento, de difusão ou de espetáculo. Sem dinheiro ou garantias, os discípulos fizeram tudo aquilo porque sabiam que aquela era sua nova vocação.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Atalhos Perigosos

Por Carlos Prata
     ¨E tendo reunido todos os principais sacerdotes e escribas do povo, procurava saber deles, onde o Cristo deveria nascer¨ (Mt2.4)

O verbo usado neste texto para descrever a reunião convocada por Herodes para tirar a vida de Jesus é: synago. Esse verbo é usado várias outras vezes com o mesmo propósito (Mt26.57; 27.62; 28.12), o de tirar a vida do nosso Senhor.

Desde o primeiro momento de nossa existência, logo nos primeiros movimentos, nosso maior desejo é o de encontrar a Deus. Ele é a nossa origem e também o nosso destino, a falta que sentimos Dele é reflexo da falta que Ele sente de nós. Se o nosso destino é Deus, Jesus Cristo é o caminho para voltarmos a origem.

O problema é que nessa trajetória, somos atraídos por falsos atalhos: conforto, sucesso e poder. E o pior é que invariavelmente, nos reunimos com o conforto, o sucesso, e o poder, para tirar a vida de Jesus, ou no mínimo, tirar Ele de nossas vidas.

Como Ele mesmo nos advertiu: ¨aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me¨. A experiência do encontro com Deus, passa pela experiência do desencontro pessoal. Somente quando digo não ao meu atalho, é que consigo dizer sim ao caminho de Deus, Jesus.

Deus nos abençoe!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ouvindo a Voz do Pastor

Por Lyndon de Araújo Santos
     Aproxima-se o II Encontro Nacional da REDIL, nos dias 7 a 10 de novembro. Nossa expectativa e oração é que tenhamos, assim como no ano passado, um evento de muita comunhão e edificação na Palavra.

Para que isto aconteça, lanço o desafio de, nesta semana, reservarmos um tempo de oração diária pelo nosso (re)encontro. E, como proposta, uma sequência de leituras bíblicas também diárias, com afirmações a serem meditadas em oração:

Segunda-feira, 6: Salmos 77.20 e 78.52. O Senhor nos guia como Pastor. Terça-feira, 7: Jeremias 23.1 a 4. O Senhor procura pastores e ovelhas.

Quarta-feira, 8: Ezequiel 34.1 a 16. O Senhor quer cuidar das suas ovelhas. Quinta-feira, 9: Salmo 23.1 a 6. O Senhor nada nos deixa faltar.

Sexta-feira, 10: João 10.1 a 18. O Senhor é o nosso bom pastor.

O que o Senhor quer nos falar nos dias 10 a 12? Vamos ouvir juntos nesta semana a voz do nosso supremo Pastor (1 Pedro 5.4) com contrição e humildade em sua presença.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Agora é a Nossa Vez

Por Márcia F. B. Santos
     Ao lermos o capítulo 11 da carta aos Hebreus encontramos ali uma lista de personagens que viveram pela fé. Homens e mulheres como nós que sofreram, mas que também obtiveram grandes vitórias e que “da fraqueza tiraram força”, pois esperavam aquilo que não podiam ver. Essa lista foi feita pelo autor da carta para encorajar aqueles irmãos que estavam sofrendo perseguições.

Quando estudamos a história do cristianismo, e também a história de nossas igrejas, encontramos muitos outros exemplos de homens e mulheres que viveram para agradar a Deus e que entregaram suas vidas por amor a Jesus.

Portanto (é assim que começa o capítulo 12 de Hebreus), já que temos tantas testemunhas a nos rodear, tantos modelos, agora é a nossa vez de correr a carreira que nos está proposta. Para isso precisamos nos desembaraçar de pesos e pecados que nos assediam de forma contundente. Que pesos e que pecados são esses? Cada um de nós sabe o que tem nos embaraçado! Não podemos nos acomodar. Precisamos nos livrar daquilo que está atrapalhando a nossa corrida, atitudes meramente religiosas, preconceitos, intolerâncias, falta de amor e idolatria (sim, mesmo sendo crentes podemos ser idólatras quando colocamos qualquer coisa no lugar de Deus em nossas vidas). Precisamos ter nossos olhos firmes em Cristo, Autor e Consumador da fé, Aquele que abriu mão da sua glória por amor de nós, e que por isso tem todo o poder de nos guiar nessa carreira.

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11.6

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Reforma Protestante e a Igreja Atual

Por Igor Eduardo Nunes
     No dia 31 de Outubro comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante (1517-2017), um dos acontecimentos mais importantes da história, marcado por Lutero, que contestou e enfrentou o alto clero da Igreja a partir de seus estudos das Escrituras e de sua experiência de Fé. A Igreja pregava as indulgências. Martinho Lutero respondeu ao abuso da autoridade Papal, afixando, no dia 31/out/1517, suas 95 Teses, na porta do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. A Reforma Protestante não foi uma novidade na Igreja, mas o retorno à doutrina dos apóstolos. Não foi um desvio de rota, mas uma volta às Escrituras, que Lutero reafirmou e pontuou em cinco ênfases Só a Escritura, Só a Fé, Só a Graça, Só o Cristo e Glória só a Deus.

Quando pensamos na Igreja atual, a didática do púlpito, o conteúdo das pregações, também a forma de pensar e agir dos crentes, não resta dúvidas de que os “Cinco Solas” devem ser revistos. Mesmo que pastores, profetas e apóstolos contemporâneos os julguem ultrapassados. A Reforma Protestante foi à mão de Deus trazendo luz as verdades bíblicas da obra de salvação e da libertação do paganismo cristão institucionalizado. O movimento evangélico de forma geral tem se afastado desses princípios. A autoridade da Bíblia tem sido trocada pela autoridade de “apóstolos” e “profetas” que oferecem uma espiritualidade de frases de efeito e músicas de sucesso. O ser humano tornou-se o centro do culto, negando a centralidade de Cristo e a suficiência do seu sacrifício, enfatizando apenas as bênçãos e o que Deus pode fazer para agradar as pessoas. A reforma protestante tornou-se um principio, “a igreja reformada sempre se reformando”. Em que sentido? Sempre que a igreja se afasta do Senhor, ela precisa parar e confrontar sua teologia e sua práxis à luz das Escrituras e voltar ao seu primeiro amor. Ao longo da história, a Igreja desviou-se dos caminhos do Senhor. Aplique a você e em sua comunidade este princípio. Deus nos abençoe!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Formação como Agente de Transformação

Por Sérgio Prates Lima
     No mês em que comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante, cujo maior nome foi o de Martinho Lutero, quero chamar atenção para um aspecto importante para o movimento que mudaria a história da humanidade: a formação acadêmica de seus principais expoentes. Lutero, Melanchton, Zuínglio, Calvino, Margarita de Navarra e tantos outros nomes, tinham, além do apego às escrituras, o amor aos livros e uma sólida formação “secular”. Quebrar a hegemonia católica era uma obra de grande envergadura. Discutir, nos vários fóruns, nas denominadas Dietas, era necessário ter uma base teológica, de direito canônico e outras ciências muito grandes. Como obtê-las? Estudando, lendo, se esforçando, pesquisando, se dedicando. Podemos nos apropriar do que Deus disse a Josué, quando este recebeu a ordem de substituir Moisés na condução do povo à terra prometida: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso, não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1.9). Da mesma forma, os reformadores tiveram que ter muita coragem para denunciar os erros da igreja, que deixara de ser Católica Apostólica e se tornara Romana, com erros e abusos denunciados com coragem e embasamento bíblico e teológico por homens e mulheres daquele tempo.

Precisamos valorizar a formação acadêmica. Precisamos conhecer outras ciências, para que nos tornemos crentes do século 21 e tenhamos condições de explicar a razão de nossa fé sem sermos levados por todo e qualquer vento de doutrina. Isso demanda: tempo, investimento, dedicação e esforço, mas os resultados certamente virão.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ainda Falando Sobre Crianças

Por Sérgio Oliveira
     Muito tem se falado nas últimas semanas sobre o trato com os pequenos e as demonstrações de violência de todos os tipos contra a infância.

Em Lucas 18:15-17, alguns do povo, possivelmente pais, traziam suas crianças para que Jesus as tocasse, e os discípulos, talvez por cuidado com o mestre, repreendiam a estes. É aí então que Jesus diz: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, por que dos tais é o reino os céus.”. Essa passagem nos ensina algumas lições:

Primeiro ressaltar a nossa responsabilidade de levar as crianças a Jesus. É um esforço compartilhado, onde pais e igreja têm seu papel e sua importância. Ambos precisam trabalhar, um dando suporte ao outro. Nós em nossas casas devemos ser facilitadores desses encontros. Somos observados por eles a todo instante. Todas essas coisas vão “cooperar conjuntamente” para levá-las a Jesus.

Em segundo lugar devemos ressaltar a necessidade dos discípulos entenderem a importância das crianças em estarem juntas ao mestre. As crianças são muito abertas ao evangelho de Jesus e os discípulos dEle precisam aproveitar essa facilidade para apoiar os Pais cristãos e irem ao encontro daquelas que não tem esse ensino em suas casas. O pastor Igor Nunes da igreja evangélica congregacional do Ipiranga em Ribeirão Preto foi instrumento para que o evangelho alcançasse seus pais, quando ele ainda era uma criança. Com certeza você deve estar lembrando de outros casos onde crianças tiveram um papel importante para que outras pessoas conhecessem a Jesus. Investir nelas não é perda de tempo.

O inimigo das nossas almas pensa exatamente assim, e por isso tem investido muito nas crianças. Ideologia de gênero, demonstrações “artísticas” de gosto e inspiração duvidosos, crimes como aquele da creche em Minas Gerais na semana passada e outras tantas crueldades que vemos sempre, algumas delas vemos tanto que temos nos acostumado. Infelizmente é o que temos nos nossos dias, e é por isso e muito mais precisamos cuidar delas, e como igreja, ter voz e ação.

Que Deus nos ajude. Que ele nos use. Que ele nos abençoe

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vida, Vida, Vida Eterna

Por Carlos Prata
     "O Reino de Deus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo." (Mt 13.44)

Quem conhece a história de "o peregrino", de John Bunyan, e de como ele tapou os ouvidos e gritou: "vida, vida, vida eterna", enquanto sua esposa e filhos o chamavam de volta de sua jornada rumo a eternidade, tem uma ideia do que este texto significa.

Servir a Deus, é o maior e mais fascinante projeto de vida que alguém pode ter. É infinita, a distância que há, entre Deus e suas criaturas, mas quando transformamos nosso conhecimento sobre Deus em conhecimento de Deus, nossa visão sobre a vida muda e passamos do comportamento pagão de sermos servidos por Deus, para a iniciativa cristã de servirmos a Ele.

O resultado de contemplarmos a grandeza e a glória divina, é que enxergamos a insignificância das coisas. Um cristão ao se deparar com a grandeza do seu Senhor estará disposto a se desfazer de tudo, e desfrutar dessa grande possibilidade de servir a Ele.

A alegria, a disponibilidade e a liberdade para servir a Deus não podem ser raras no nosso meio.

As coisas "boas" dessa vida, só perdem o valor, se verdadeiramente encontrarmos os tesouros celestiais, e de coração nos entregarmos a Ele.

Que Deus nos abençoe!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Cristo ou César

Por Oswaldo D. Junior
     Um estudioso do Novo Testamento chamado Mark Keow aponta numa profunda análise do livro de Filipenses o quanto os cristãos devem ser definidos pelo evangelho e não pelos valores seculares que a cultura (independente do contexto que estiverem) tenta lhes impor; e isso porque a cidade de Filipos vivia sob o domínio romano, focada nos valores romanos, modelada efetivamente e auto conscientemente procurando ser uma “mini-Roma”. Então o apóstolo Paulo ensina e modela os cristãos desta cidade em relação ao que deve realmente dirigir a vida espiritual deles, mostrando que o choque maior destas visões contrárias está na pessoa central, a quem os romanos chamavam de “patrono” [“patronus”/benfeitor] no caso o César (título dado ao imperador de Roma) ou Cristo Jesus.

Em Filipenses, é Jesus quem é Salvador e Senhor, em vez de César, com quem estes termos foram regularmente associados. Jesus é o patrono dos cristãos filipenses, Ele é seu protetor que irá intervir e entregar, curar e sustentar no sofrimento. Ele é o chefe da força militar (soldados cristãos) que operam com os valores do reino e não o poder militar. Ele reina no amor e não na força. Sua obediência à morte é a salvação dos filipenses e seu exemplo de como viver em um mundo obcecado com o poder. Ele renunciou ao status glorioso, preferindo se esvaziar, e Se tornar um “doulos” (o escravo mais baixo), para servir a humanidade. Este padrão de poder através do amor e do serviço, e não a força política ou militar, sustenta o padrão de Cristo e os exemplos positivos derramados através da carta. Os crentes devem se apegar a este Cristo, não se desviando para as noções romanas de materialismo e libertinagem. Conhecendo mais ao Cristo, ser encontrado nEle, e acreditar nEle, salva.

Desafiando Roma e seus valores, investindo na transformação que o evangelho irradia, encorajando os “micro-romanos” filipenses a viverem confiando no verdadeiro César (imperador), Jesus Cristo nosso Senhor.

NEle, Amém


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Problema x Esperança

Por Joice Loureiro Paes
     Diante do quadro que se encontra nosso país, senão estivermos firmes em Jesus, que é nossa rocha, desanimamos, entramos em depressão, prostramo-nos e perdemos a esperança. Uma pessoa esperançosa tem motivação para viver, elabora projetos de vida, sonha, luta, sempre acreditando que alcançará vitórias. E nunca se esquecendo de que nossa esperança maior não está nesta terra, nosso alvo supremo é Jesus, e com ele o céu, a Nova Jerusalém. O céu é um lugar maravilhoso onde não há tristeza e nem dor.

O povo de Deus deve se conscientizar que estamos de passagem neste mundo, mundo tenebroso que jaz no maligno, como nos ensina a Palavra de Deus em 1ª João 5:19. Perdemos muito tempo precioso em busca das coisas terrenas que nos proporcionam prazeres momentâneos. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça e nem ferrugem corroem, onde ladrões não escavam, nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Mat 6:19-21.

Nosso maior investimento deve ser dedicando toda nossa vida a Deus, amando-o sobre tudo e buscando as coisas lá do alto, conforme Col 3:1,2. E obedecendo a ordem de Jesus conquistando almas para seu Reino. Devemos permanecer firmes ainda que a figueira não floresça, como diz Habacuque (3:17); apesar de grande parte do rebanho evangélico estar se afastando cada vez mais do verdadeiro evangelho de Cristo, apesar dos nossos representantes e de nossa lamentável condição política e social, a despeito da pressão diária das lutas, nós devemos nos alegrar no Senhor. E descansar, como manda o Salmo 37:7, lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade porque Ele tem cuidado de nós (1ª Pe 5:7).

Podemos vencer todas as batalhas permanecendo firmes no Senhor. Ele é nossa esperança, sem Ele nada podemos fazer. Quanto às crises e percalços governamentais que nos abalam, devemos, como cristãos, orar sempre por nossas autoridades, como diz 1ª Tim 2:1,2.

Que o Senhor nos ajude a sermos servos autênticos e vivamos a Palavra ainda que num mundo distante de Deus.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Oração aos Crentes

Por Cleber Alho
     Em 1914, Rui Barbosa, o famoso jurista que já contava mais de 40 anos de exercício do Direito, discursando no Senado Federal proferiu pensamentos que foram aplaudidos com créditos proféticos, cujo peso de verdade ainda faz estremecer quantos o leiam. Seu trecho mais famoso é aquele que lamenta o empalidecimento dos valores da honra dentro da sua (e da nossa) geração.
Ousei fazer sobre esse trecho uma paródia, por ver a tremenda similitude desse discurso com aquele que falta a um observador mais sensível do caráter da Igreja evangélica nesta geração que celebra os 500 anos da Reforma Protestante. Creio que se Rui Barbosa fosse evangélico em nossa geração, ele teria tirado seu discurso do Senado e o verteria para os púlpitos hodiernos nestes termos:

A impureza, crentes, desanima o realizar, a honestidade, o bem; queima no nascedouro os espíritos dos novos crentes; semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão; habitua os novos crentes a não acreditar senão nos sinais, nos talismãs, na superstição, nos sortilégios; promove a desonestidade em busca de prosperidade via pseudo fé; promove a venalidade; promove a relaxação com valores morais eternos; insufla a adulação com nome de adoração, o aviltamento de caráter, sob todas as formas.

De tanto ver triunfar as vaidades espirituais em líderes religiosos, de tanto vê-los prosperar em contraste com a pobreza dos que os patrocinam, de tanto ver crescer a imoralidade, de tanto ver agigantarem-se os enganadores com suas máximas de distorção escriturística, o crente fiel chega a desanimar da santidade, a desistir da piedade, a ter vergonha de ser santo.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Colocando a Mão no Peito

Por Matheus Viana
     O sugestivo título do texto que você lê não se refere ao ato que antecede a execução de um hino nacional. Após pegar a serpente pela cauda e vê-la se transformando em vara novamente, Moisés ouviu o seguinte comando: “Agora, coloque a mão no peito”. (Êxodo 4:6). Mão simboliza a ação demandada pelo propósito de Deus a nós. Peito fala de nossa verdadeira intenção, por mais oculta que seja.

As Escrituras não revelam o intento de Moisés. Mas o que aconteceu com ele nos dá uma evidência. “Moisés obedeceu e, quando a retirou, ela estava leprosa”. (Êxodo 4:6). Lepra na Bíblia simboliza o pecado. Sua mão ficou leprosa em detrimento de ter contato com seu peito. Ou seja, para Deus, se a intenção for errada, toda ação, por mais nobre que pareça ou benéfica que seja, estará comprometida.

Antes de agirmos, temos que entrar em contato com nosso interior. Não se trata de regressão ou qualquer outra terapia holística. Mas, de examinarmos a nós mesmos conforme Paulo nos exorta (I Coríntios 11:28). Deus ordenou Moisés a colocar a mão leprosa – que revelou seu intento impuro no peito novamente. Ele obedeceu. Quando tirou, ela estava totalmente purificada. Processo concluído. Mas, ainda restava um elemento exterior a ser considerado: a incredulidade do povo.

Sejamos sinceros! A receptividade dos indivíduos alvos de nossa pregação nos assusta. Por vezes, arrefece a nossa fé. A dureza do coração humano em relação ao Evangelho de Cristo nos desanima de trilhar a carreira que nos foi proposta. Com Moisés não foi diferente. E Deus era ciente disto. (Êxodo 4:9).

Jesus disse que se crêssemos Nele, como diz as Escrituras, de nosso interior fluiriam rios de águas vivas (Evangelho segundo João 7:38). Essas águas são a Palavra de Deus que nos purifica (Evangelho segundo João 15:3). Quando Jesus expirou na cruz, seu lado foi perfurado com uma lança por um soldado romano. Daquele ferimento saiu sangue e água (Evangelho segundo João 19:34). Ambos elementos foram derramados na terra seca da incredulidade da maioria dos que assistiram o espetáculo de brutalidade e horror que propiciou salvação para os que crerem nele.

Repousa sobre nós o mesmo chamado de Deus a Moisés: liberar as águas do Evangelho de Cristo a fim de que, em contato com a terra seca do coração humano, sejam transformadas no sangue de Sua vida (Evangelho segundo João 6:53). Pois somente este ‘sangue’ traz libertação aos

cativos (8:36), independente do cativeiro que os subjuguem.

O Senhor Espera

Por Márcia F. B. Santos
     “Por isso, o Senhor espera, para ter misericórdia de vós, e se detém, para se compadecer de vós, porque o Senhor é Deus de justiça; bem-aventurados todos os que nele esperam.” Isaías 30.18

Esperar não é fácil. Desde pequenos precisamos aprender que nem tudo pode acontecer no momento em que queremos. Entretanto, parece que cada vez fica mais difícil esperar. Na era digital tudo é instantâneo, rápido, e, quando precisamos esperar por alguma coisa, geralmente ficamos agitados ou nervosos.

Esses sentimentos se refletem no nosso relacionamento com Deus. Ficamos ansiosos quando algo que pedimos ao Senhor demora a acontecer. Achamos que Deus está demorando a nos responder.

Esse verso nos mostra o outro lado da espera – quem espera é o Senhor! E por quê? O texto continua: O Senhor espera para ter misericórdia de nós, para se compadecer de nós. É como se Ele desse uma pausa, esperando que fiquemos atentos, que voltemos nossos olhos em sua direção e que assim, com a nossa atenção nele, Ele possa agir com justiça e nos abençoar.

Então, da próxima vez em que pensarmos que estamos esperando Deus agir, vamos lembrar que o Senhor também espera por nós e que bem-aventurados são os que nele esperam.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Cansaço

Por Jonatas Toledo
     “Vinde a mim todos que estais CANSADOS…”, o resto da história você já conhece. O que tenho percebido na igreja dos últimos tempos é um ar de cansaço. Cansados das decepções, frustrações, dos escândalos, das teologias, das buscas por respostas e alguns até mesmo da vida cristã. As fontes do cansaço na minha concepção são: pecado e emoções não trabalhadas, pois podemos perceber que o cansado buscará fugas de alívio e refrigério e com essa busca vem também algumas mudanças como: - O cansado negocia valores (teologia liberal), o cansado não tem perspectiva futura (teologia racionalista), o cansado não enxerga os outros (teologia da prosperidade), o cansado segue seus próprios propósitos (teologia do coaching).

Essas fugas acrescentam poder as emoções conflitantes não saradas dentro de nós o que resulta em: relacionamentos frágeis, respostas ásperas e atravessadas, discursos prontos, culpa projetada e responsabilidades evitadas (fugimos de qualquer coisa que exija nossa responsabilidade e parcela de engajamento).

Se esse cansaço provém de emoções não tratadas certo estou de que houve sofrimento, a respeito disso menciono: “Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro” Rm. 8:36. Podemos afirmar que o sofrimento nos levará a Cristo, as emoções não tratadas que resultam em cansaço servem para redescobrirmos a Deus e seu fardo leve que com o tempo vai tornando-se pesado em nossa caminhada por causa da religião.

Quem vai a Deus por amor a Jesus torna-se um testemunho do poder transformador e curador do evangelho. Tem muita gente cansada na igreja brasileira, tem muita gente cansada fora dela também, acredito que a cura está nesses versos batidos e recorrentes de Mateus. Voltemos aos pés de Jesus e deixemos o bom pastor nos conduzir aos pastos verdejantes e as águas de descanso, o refrigério está em encontrarmos a Cristo novamente nessa babel toda falando em nome de Deus.

Que o Senhor nos dê graça, nos ensine e nos conduza como precioso rebanho.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Pela Fé

Por Fernando Coêlho Costa
     Não é mais um artigo sobre os preços exorbitantes que os artistas gospel cobram para cantar em um palco. Vou tocar no assunto do comércio cristão de valores e princípios, inclusive os meus valores e princípios, bem como os seus também.

Em Filipenses 3.7, o apóstolo Paulo diz “o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo”. Paulo estava falando de valores espirituais que ele tinha, tais como ser circuncidado, ser da tribo de Benjamim, fazer parte do seleto grupo de fariseus e liderar uma caçada contra os cristãos. Para ele, tudo isso era importante, até conhecer a Jesus Cristo.

Tenho visto cristãos que defendem valores e princípios com um desespero impressionante. Pior ainda, valores políticos, econômicos, sociais, intelectuais e religiosos. Tais valores são importantes, sem dúvida. Mas quando se conhece a Cristo, todas as coisas se tornam novas. Sim, TODAS as coisas. TODAS. Para ficar bem claro.

Paulo passou a considerar perda aquilo que antes era lucro. Ele não manteve seus valores e princípios. Alguns versículos adiante, ele diz que as coisas que antes eram lucro, ele passou a considerar como cocô. É um comércio que vai totalmente contra o que dizem as teorias econômicas.

O desafio que o Espírito Santo me deu ao ler este texto é detectar coisas que eu considerava preciosas e lucrativas antes de conhecer a Cristo; submetê-las à soberania de Jesus para tornar tudo novo; e considerar tudo como perda por amor a Cristo. É um exercício constante e difícil. É uma jornada longa e cansativa. Mas é algo que precisamos fazer, implica no reconhecimento de que tudo que somos e temos foi conquistado por Cristo. Nada é nosso mérito. Se há algo bom, útil, honroso ou mesmo extraordinário, tudo foi Ele, Dele e para Ele. O lucro e o mérito não me pertencem.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resistir e Construir

Por Leví Gabriel Tavares
     Para alguns pensadores, foi o dinamarquês Soren Kierkegaard que deu início ao que se chama de Cristianismo pós-institucional. Não apenas em sua crítica quanto a assimilação dos elementos gregos sobre a verdade por parte da igreja e no distanciamento da mesma, em sua visão, da radicalidade do cristianismo primitivo, como inclusive na denúncia contundente para com o estilo de vida do bispo luterano de seu país:

"Perguntaram-me se sou cristão, eu respondi que Jesus não tinha onde repousar a cabeça, mas o bispo da igreja que eu havia feito parte tinha uma casa com quarenta quartos.

Conclui: Se o bispo for cristão então eu não sou".

Nesta mesma esteira, presenciamos no Brasil um número cada vez maior de cristãos que romperam com igrejas por não suportarem mais, segundo boa parte dos relatos, o autoritarismo do clero (que além de querer interferir nos mínimos detalhes da vida do povo, estabelece os próprios salários, quase sempre exorbitantes) e a relativização da Palavra como norteadora da vida da igreja (essa perde espaço, sendo substituída pelas "profetadas", o misticismo e as metodologias de crescimento rápido, obsessão hoje na maioria dos líderes).

Se é verdade que muitos desses cristãos tornaram-se totalmente avessos a igreja, militando avidamente (e de modo insensato) contra qualquer tipo de expressão organizacional, é verdade também que muitos estão dispostos a não apenas resistir tais males, mas acima de tudo construir algo nobre, buscando formas (odres) de se comunicar melhor com a atual geração, formando pontes de relacionamento com outros que também se encontram nesta empreitada, inclusive com igrejas históricas que permanecem comprometidas com os pilares da Reforma.

A REDIL é um exemplo dessa busca, gente que embora resista as situações já apontadas, continua engajada na luta do Reino de Deus. Gente que deseja apenas jogar fora a água suja da banheira, não o bebê.

Assim, oremos para que Deus nos conceda lucidez nesta jornada, criando pontes, solidificando relacionamentos e conservando a essência do evangelho...

Enfim, resistindo os males, mas construindo sempre!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

O Evangelho

Por Aleksandro Andrade
(Romanos 1:16)

     Esta é uma inquietação que me visitou esta semana e que quero aqui compartilhar nessas poucas linhas.

O que é o Evangelho?

Sabemos do conceito, da origem do termo, porém carecemos de um sentido mais profundo em nossas agendas enquanto cristãos. Haja vista, termos uma capacidade intrínseca de corrompermos o bom e genuíno mundo que Deus criou e chamou de bom. O Evangelho hoje para muitos se coaduna com uma agenda política, com um modo de conceber as relações dinamizado por um discurso ideológico. Para outros, uma agenda religiosa levada a efeito nas instituições. Ainda, para muitos, só mera questão de consciência levada a efeito por um não compromisso com a consciência do outro, só com um "evangelho" da liberalidade de um discurso humanista e quase ou sem nenhuma transcendência.

Enfim, Evangelho é o que somos quando crucificados. E esta tarefa é contínua e crescente. Há muito ainda a dizer e discutir, porém só estou aqui levantando questões que nos façam refletir sobre o que é fundamental, ou seja, o bom e velho evangelho.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Salvar Alguém Como Eu

Por Cid Mauro de Oliveira
     Gravado pelo Grupo Elo, em 1977, consta de um arroubo de reflexão sobre a condição humana. Faz a gente refletir sobre a nossa própria. Supõe, uma vez confirmada a palavra bíblica, que Deus se ocupa, pessoal, intransferível e individualmente com a salvação. Vocação, no mínimo, estranha escolhida pelo Altíssimo para Si mesmo. Sim, porque se imagino Deus ocupado em me amar, caramba, agora num arroubo meu de (falsa) modéstia, surpreende-me se ocupe comigo. Para logo deduzir que, agora sim, tomado por arroubos de Sua divindade, amar-me combina com Ele. Porém, é desconcertante assumir a diversidade desse amor. Porque somos seletivos nessa história de "amor" ao próximo. Não saímos, por aí, amando, ciosos de não queimar nosso filme. Adotamos uma visão "cristã" da coisa, porém não radical. E aí, deparamos Jesus, expressão exata de Deus, refletindo no que é um envolvimento sem acepção (ou assepsia) de pessoas.


Deus ocupar-se em amar todos e cada um. Ele que tudo sabe e tudo perscruta, ainda se faz Espírito para, além de uma vez se ter feito homem, ocupar-se da intenção de estar dentro dos que ama.


Cara, uma vocação dessas, de se envolver, individualmente, com a falência humana é, no mínimo, excêntrica. Imergir no íntimo onde ninguém chega e, se é quando o faz, veste fantasia, impondo máscara. Hipócritas caras de pau nós somos.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Como Funciona o Comércio Cristão

Por Rogério Nunes de Lima
     Não é mais um artigo sobre os preços exorbitantes que os artistas gospel cobram para cantar em um palco. Vou tocar no assunto do comércio cristão de valores e princípios, inclusive os meus valores e princípios, bem como os seus também.

Em Filipenses 3.7, o apóstolo Paulo diz “o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo”. Paulo estava falando de valores espirituais que ele tinha, tais como ser circuncidado, ser da tribo de Benjamim, fazer parte do seleto grupo de fariseus e liderar uma caçada contra os cristãos. Para ele, tudo isso era importante, até conhecer a Jesus Cristo.

Tenho visto cristãos que defendem valores e princípios com um desespero impressionante. Pior ainda, valores políticos, econômicos, sociais, intelectuais e religiosos. Tais valores são importantes, sem dúvida. Mas quando se conhece a Cristo, todas as coisas se tornam novas. Sim, TODAS as coisas. TODAS. Para ficar bem claro.

Paulo passou a considerar perda aquilo que antes era lucro. Ele não manteve seus valores e princípios. Alguns versículos adiante, ele diz que as coisas que antes eram lucro, ele passou a considerar como cocô. É um comércio que vai totalmente contra o que dizem as teorias econômicas.

O desafio que o Espírito Santo me deu ao ler este texto é detectar coisas que eu considerava preciosas e lucrativas antes de conhecer a Cristo; submetê-las à soberania de Jesus para tornar tudo novo; e considerar tudo como perda por amor a Cristo. É um exercício constante e difícil. É uma jornada longa e cansativa. Mas é algo que precisamos fazer, implica no reconhecimento de que tudo que somos e temos foi conquistado por Cristo. Nada é nosso mérito. Se há algo bom, útil, honroso ou mesmo extraordinário, tudo foi Ele, Dele e para Ele. O lucro e o mérito não me pertencem.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O Grande Mandamento

Por Adenilson Ribeiro de Olveira
     A premissa básica para refletirmos sobre o amor está no fato de Deus nos ter amado primeiro (I Jo 4:19) e ter derramado o seu amor em nossos corações ( Rm 5:5). A nossa tarefa, então, é abrir diques em nós mesmos para deixar esse amor fluir e alcançar os outros (I Jo 4:11).

Fomos feitos para o amor e só podemos nos realizar como pessoas na vivência do amor. Os indícios de realização pessoal de nossa sociedade não são os mesmos do amor. A pessoa que conseguiu acumular recursos financeiros, que construiu um grande patrimônio, etc. é, geralmente, vista como uma pessoa realizada, porém, isso por si só não corresponde à verdade (Lc 12:15).

O Apóstolo João, especialmente na sua I carta, afirma que o amor é o grande mandamento e sua demonstração ao próximo é o grande indicativo de que Deus vive em nós (I Jo 4:7). Para ele o amor é mais do que poesia indo além do conceito e da simples verbalização. O argumento que perpassa toda essa carta é que o amor só se efetiva em ações (I Jo 3:17,18) que, segundo Tiago também indicam a autenticidade da nossa fé (Tg 2:15-18). Amar se aprende amando. Portanto, deve resultar de uma deliberação pessoal.

Geralmente, estamos muito propensos a amar nossos iguais. Amamos nossa família, nossos amigos, nossos irmãos na fé. É bom ter comunhão com eles. Isso nem se discute. Mas, Jesus nos chama a fazermos nosso “próximo” o diferente, o carente, o faminto, os desprezados e até aqueles que se colocam como nossos inimigos (Mt 5:44-48).

O amor ao próximo também não pode ser reduzido àquelas contribuições ou doações eventuais que fazemos para uma entidade filantrópica sem nunca termos visto a face daqueles para quem doamos algo ou algum dinheiro. Isso é bom e necessário. Mas, se só fizermos isso, perderemos a oportunidade de experimentarmos a vida abundante prometida por Jesus e jamais nos realizaremos como pessoas. Segundo Jesus, a nossa felicidade está relacionada ao quanto nos dedicamos para que os outros sejam felizes, especialmente, aqueles efetivamente carentes. É, portanto, ao proporcionarmos felicidade aos outros que também seremos felizes.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Jesus, o Aprisco e a Missão

Por Lyndon de Araújo Santos

(João 10:16)

     A meta de Jesus como o Bom Pastor em João 10.16 é o redil com todas as ovelhas juntas, mas um só pastor: Ele! Tanto naquele momento como em nossos dias, estas ovelhas estão espalhadas, dispersas em diferentes apriscos distantes, plurais e carentes ("ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco"). Se em Mt 9.36 Jesus olhou somente as ovelhas de Israel, em João ele olhou o mundo. Nisto, refletimos o modo como Jesus fez missão:

1. Jesus fez missão para cuidar das suas ovelhas, não para fazer crescer estatísticas de templos. Fazer missão por causa do cuidado e não dos números. Jesus fez missão por causa das ovelhas ("elas ouvirão a minha voz") e não como conquista.

2. Jesus fez missão a partir do senso de compromisso e de vocação ("a mim me convém conduzi-las" ou trazê-las). Este compromisso deveria ser o mesmo para igreja! Fazer missão pela fé.

3. Jesus fez missão por sua visão escatológica ("haverá um rebanho e um pastor"). Este é o nosso sonho, a nossa utopia e esperança no Reino de Deus.

A finalidade da missão, afinal, é universal e ecumênica.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Se Deus Quiser

Por Igor Eduardo Nunes

(Tiago 4:13-17)

     Somos confrontados a abandonar toda a arrogância de se planejar sem considerar a presença e a dependência de Deus. A exortação de Tiago destinava-se a comerciantes e negociantes que faziam parte da Igreja. Embora o ensinamento seja direcionado a estes, as lições são abrangentes e aplicáveis a todos nós.

Um destaque, é que não há nenhuma intenção de Tiago de nos motivar a vivermos sem planejamentos, sonhos e objetivos. Não vemos nada de absurdo nos planos traçados pelos envolvidos. Não são planos perversos, nem de explorar alguém ou com intenções malignas (v13). Qualquer comerciante precisa planejar viagens, o controle de estoque, a planilha de custos, a margem de lucro, etc. Fazemos isso mensalmente com nossos ganhos, avaliando como pagar, comprar, poupar e etc.. O próprio Jesus fala sobre planejar (Lc 14:28-32).

As pessoas, mesmo, fazendo parte da Igreja, não demonstravam submissão ao Senhor Jesus na elaboração de seus planos e projetos. Um critério importante é a dependência de Deus. Tiago diz que os planos e projeções foram traçados, porém, Deus não foi consultado, isso nos remete a Jesus (Lc 12:16-20). Se planejarmos apenas na perspectiva e nas projeções humanas, teremos a falsa sensação de segurança, mas é preciso recordar sobre nossa fragilidade e relembrar a necessidade de colocar Jesus como alicerce de nossos planos e projetos de vida. Assim somos levados a priorizar a vontade e o reino de Deus.

Ao invés de confiar em si mesmo e descansar numa falsa segurança e autossuficiência, é preciso colocar o Senhor do tempo e da vida como Soberano sobre todas as coisas. Importante e oportuna é a expressão proposta por Tiago, e que deve sempre anteceder todo e qualquer planejamento e sonho: “Se o Senhor quiser...”. É bom entender que mais do que usar esta expressão, é preciso planejar junto a Deus. Cada plano avaliado segundo os padrões e objetivos de Jesus, em oração e dependência. A jactância, a vanglória e arrogância são posturas malignas. Precisamos reconhecer a soberania de Deus sobre nossas vidas (Pv16:3), abandonar todo orgulho e praticar o que temos aprendido.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A Instabilidade de Pedro

Por Sérgio Prates Lima

     No início da igreja houve um problema de comportamento. Em Antioquia, Pedro estava reunido com os crentes gentios e com eles tinha tudo em comum, comia com eles partilhando amizade e hábitos. Assim que um grupo de judeus convertidos chegou, o comportamento de Pedro mudou. Parece que ele se esquecera da experiência fantástica em Jope quando vira o lençol que, baixado do céu à terra com toda sorte de animais considerados pela cultura judaica como imundos (Atos 10.1-16), Deus lhe ordenara que matasse e comesse, não considerando imundo ou impuro o que Deus tornara puro.

Logo depois do episódio do lençol Pedro foi instado a ir à casa de Cornélio o centurião gentio, e ali muitos ouviram a mensagem de salvação e foram salvos por obra e graça de Deus.

Paulo tomara conhecimento dos dois episódios envolvendo Pedro, que mudou de comportamento ao vir um grupo de judeus em Antioquia e teve medo de ser censurado por seu comportamento “liberal” por seus irmãos judeus, e assim, repeliu os gentios. Paulo repreendeu Pedro, bem como Barnabé, ambos líderes renomados da igreja, pois para Paulo tal comportamento era passivo de uma severa repreensão, e em público (Gl 2.14).

Pedro poderia ter evitado este vexame mas preferiu ficar bem com os judeus, não ser questionado por manter comunhão com gentios à mostrar aos judeus que agora, pela conversão havia um só corpo, um só Senhor, uma só fé, para judeus e gentios.

Irmãos, não devemos agir como Pedro. Precisamos ter atitudes coerentes o tempo todo, sem tergiversar. Pedro tentou ser politicamente correto, agradável a um grupo em detrimento de outro temendo não ser bem visto pelos seus irmãos de fé mais íntimos. Por isso, pagou um alto preço pelo seu comportamento dúbio. Foi repreendido por Paulo e em público.

Que aprendamos a nos comportar de maneira correta em qualquer situação.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A Luta Interior de Todo Homem

Por Carlos Prata

     Há quem diga que o mundo está perdido, que o ser humano chegou a um estado lastimável e que já não há mais solução para o pecado.

Por outro lado, os poucos que ainda vislumbram uma remota possibilidade de esperança, se apegam ao discurso de que uma "colonização" dessa sociedade corrupta, por parte das instituições religiosas, nos traria dias melhores, ledo engano.

O problema de uma sociedade não está nela em si, mas nos indivíduos que a representam.

O mau, mais danoso, é aquele que está dentro de nós. A medida que nos imaginamos melhores e apontamos os erros alheios, vamos nos deteriorando e nos nivelando ao caos.

Preciso voltar meus olhos para um relacionamento inadiável com Deus e me livrar de vez da ideia que a conversão do outro é a resposta para o problema do mau.

Chega de achar que cometi poucos erros, pois os poucos que cometo, me transformaram em uma outra pessoa, e essa outra pessoa que me transformei é exatamente o miserável homem que sou. Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.

(Rm 7.24) "Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte"?


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Tempo de Despertar

Por Abilene Silva

     Uma reflexão em torno do capítulo 32 do livro de Isaías, sobretudo nas palavras do verso 9: “Vocês, mulheres sossegadas, levantem-se e escutem-me... Ouçam o que lhes vou dizer!”.

Esta palavra profética é direcionada a certas mulheres vaidosas e altivas da época do profeta, que não estavam dando a devida atenção à espiritualidade numa fase que poderíamos chamar de "tempos difíceis" para Israel. Do verso 10 ao 14 Isaías faz um convite ao arrependimento, um apelo para que haja humilhação e quebrantamento. O início do capítulo 32 (entre os versículos 1 e 8) nos dá a entender que o texto todo é messiânico; logo, nós, povo de Deus hoje, podemos fazer um paralelo com os nossos dias. E como estes também são "tempos difíceis"! Os dias são maus! A terra está enferma! Informações preocupantes nos chegam de toda parte: corrupção, violência, miséria, desamor, vícios, destruição de lares e a devastação ambiental de nosso planeta.

E quanto a nós, denominados servos do Senhor, estamos atentos ao que está em nossa volta? Como agimos quando as notícias não são favoráveis e as circunstâncias parecem tão adversas? Que tal ouvir mais uma vez a palavra profética? Afinal, a voz de Isaías continua pertinente em nossos dias. A solução é levantar, despertar, abrir os ouvidos espirituais, os olhos do coração e discernir os tempos. Permaneça firme em oração, persevere na fé! Medite na Palavra! Ouça a voz do Senhor! Conclame um jejum, um tempo de quebrantamento! Levante-se e clame, “até que sobre nós o Espírito seja derramado do alto e o deserto se transforme em campo fértil, e o campo fértil pareça uma floresta...

O fruto da justiça será paz; o resultado será tranquilidade e confiança para sempre” (Is 32.15).

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Clareza

Por Oswaldo D. Junior

     “E vocês?", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou?"
(Mt:16-15)

Quando Jesus levanta este questionamento com Seus discípulos, a esta altura, Ele já havia feito duas multiplicações de pães, como já havia confrontado os principais pensadores religiosos de sua época (fariseus e saduceus). Ele já havia feito milagres, mas já havia negado “sinais do céu”, já havia sido didático aos mais humildes e já tinha confrontado hipócritas. Sua pergunta não tinha nenhuma preocupação com a opinião popular. Jesus nunca procurou pela “imagem de mercado”; nem Seu objetivo era obter a aprovação social. Ele queria que os discípulos tivessem muita clareza sobre Seu caráter. Ele queria que eles fizessem o exercício de discernir a Sua voz entre muitas outras vozes. Ao andar com Ele, que aprendessem a reconhecer quem realmente Ele era e a diferenciar o Seu caráter da reputação que davam a Ele. Sabemos que há uma enorme diferença entre um e outro. É desta enorme diferença que nossos corações precisam ter cada dia mais clareza.

Jesus já havia afirmado que Sua reputação era intensamente negativa (Mat.7:34), até porque a reputação de alguém, muitas vezes é construída a partir da superficialidade, de preconceitos e de opiniões subjetivas de outros. Enquanto caráter, é fruto de valores e princípios adquiridos e assumidos para uma vida inteira.

Reputação pode ser “fabricada” (que o digam nossos políticos!), mas o caráter é constantemente revelado nas posturas e atitudes.

Alguém de caráter disciplinado pode ter a reputação de ser inflexível. Alguém de caráter misericordioso pode ter a reputação de “coração mole” ou injusto. Daí a nossa enorme necessidade de clareza , principalmente naquilo que se apresenta “em nome de Deus”. 


No poema de William H. Davis fica um resumo inspirador: “REPUTAÇÃO é o que os homens dizem de você na lápide sepulcral; CARÁTER o que os anjos dizem de você diante do trono de Deus.

Que nosso olhar possa discernir claramente aquilo que Deus tem colocado diante de nós, e assim fazermos Sua vontade.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Correria x Quietude

Por Joice Loureiro Paes

     O Espírito Santo nos mostra em Lucas, capítulo 10, dos versos de 38 a 42, a diferença entre duas mulheres que retrata bem a nossa realidade atual. A quase totalidade dos cristãos são Martas, muita correria, ninguém tem tempo para absolutamente nada, exceto ao trabalho necessário à vida terrena, tanto aquele necessário à preservação da vida quanto àquele que gera o grande alvo maior do ser humano atual: o ser feliz. Não temos tempo para nossas famílias, para ganhar vidas para Jesus e nem tempo disponível para Deus, inclusive em ouvilo em meditação e oração. Falta-nos também o tempo precioso para usufruirmos da benção citada no versículo 1 do Salmo 133.

Frequentemente, corremos atrás do vento e na maioria das vezes lançamos nossas pérolas à porcos. Perseguimos muitas coisas e esquecemos da principal: buscar a Deus em primeiro lugar, conforme Mateus 6 : 33.

Construímos muitos castelos de areia, conforme nossos valores efêmeros, e deixamos de edificar na rocha, que é Jesus. Construir na rocha demanda muito esforço, determinação, fé, coragem e muitas vezes ousadia. Edificando na areia, nossa vida não sai da mediocridade, da mesmice, tornamo-nos crentes materialistas, intolerantes e donos da verdade, e consequentemente donos da igreja, no caso daqueles que exercem funções de liderança. O resultado final é que nós mesmos acabamos por prejudicar o crescimento da igreja. Para agravar, provocamos conflitos, alheamento de irmãos e mesmo atividades sem nenhuma importância, decorrentes de motivações fúteis.

Com tudo isso, deixa de ser nossa prioridade a conquista de vidas para Cristo. Acomodamos-nos em nossa zona de conforto praticando um cristianismo padronizado pelas regras denominacionais. E, no âmago do problema, está a triste realidade de que nosso bem estar é o alvo maior de nossas vidas.

Se nossa esperança cristã se limita a esta vida terrena, então somos os mais infelizes dos seres humanos, conforme nos ensina I Coríntios 15 : 19.

Maria tomou a decisão correta, postou-se aos pés de Jesus e ficou com a melhor parte, cujo benefício é eterno. Sejamos sábios como ela, ouçamos o Mestre em todo o tempo e lancemos sobre Ele toda nossa ansiedade, angústias, temores e incertezas. Porque Ele tem cuidado de nós.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sejamos Exemplos Vivos

Por Sérgio Oliveira

Mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento , no amor na fé e na pureza.”  (I Timóteo 4:12)

     Ontem lembrei de um pastor querido quando estava na cozinha pensando em fazer um suco de maçã com limão, suco esse que tomei pela primeira vez em sua casa quando em um final de tarde , vindo da então sede UIECB e indo para nossa igreja em Nilópolis fizemos uma parada para um lanche e assim, rapidamente seguirmos para o estudo bíblico. Eu ainda adolescente e ele na época, meu pastor.

Pensando nesse suco lembrei do quanto a vida dele e de sua esposa foram marcantes em minhas decisões de vida, ministério e tantas outras situações. Me espanta o quanto ele me ensinou com sua vida e suas atitudes. Ele me ensinou principalmente quando “não estava ensinando nada”, apenas convivendo no dia a dia.

Isso me fez pensar no que “as nossas ovelhas” tem aprendido com as nossas vidas, pois somos exemplos para muitas pessoas e não temos o poder de mensurar o quanto nossas atitudes influenciam aos outros.

Quando Paulo fala a Timóteo sobre ser um exemplo para os fiéis ele o estava encorajando a um padrão de vida elevado, onde ele não viveria somente para ele, mas para que permitisse que sua vida encorajasse a outros a viverem da melhor forma possível, e assim, pudessem ser instrumentos de glorificação do nome de Deus.

(I Coríntios 10:31-33).

A bíblia fala em Filipenses 2:15 que brilhamos como luzeiros no mundo no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, ou seja, no meio dessa confusão que o mundo vive nossas vidas devem servir de referência para os que precisam, da mesma maneira que um farol serve de referência para um navio livrando os desavisados dos perigos deus rochas os ajudando a passar por lugares difíceis em tempos de tempestades.

Não sabemos o que Deus pode fazer através das nossas vidas quando decidimos simplesmente viver como ele nos propõe, mas sei que ele vai usar os detalhes de nossa vida para glória do nome dele.

Que ele seja Glorificado em nós!

O Fundamental Para Jesus

Por Jaderson Martins Costa

     Quando se compara a proposta de Jesus, apresentada nos Evangelhos, com o tipo de religiosidade experimentada e propagada por muitos cristãos atuais, percebe-se, sem muita dificuldade, que há uma considerável distância entre ambas.

Aos fariseus e escribas, Cristo dirigiu palavras duras, porque usavam sua religiosidade e o “culto” a Deus para justificar seus pecados sociais (Mt. 23:14). Jesus chamou-os, sem cerimônia, de hipócritas, indicando assim que o culto público e as ofertas precisam ser precedidos por algo mais fundamental: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt. 23:23; Mq.6:6-8). Para Deus, qualquer ato de adoração que não seja fundamentado por esses elementos essenciais, se constitui em algo repugnante e não aceitável (Is. 1:11-17; Am. 5:21-24).

Apesar de tantos textos nas escrituras que nos confirmam esta verdade, constata-se em tantas realidades que há mais orações que justiça, mais cânticos que misericórdia, e mais dízimos e ofertas que amor e fé. Não que se queira aqui negar o valor da oração, do louvor, das ofertas, do culto em si, e sim, deixar claro que estas coisas perdem seu valor se não se tem o fundamental (Is. 1:15; 58:1-4; Am. 5:23; Ml. 1:10).

O fundamental para Jesus é o amor (Mt. 22:36-40). O amor que não se alegra com a injustiça (I Co.13:6), que não procura seus próprios interesses, mas exerce misericórdia (I Co.13:5; I Jo. 3:17,18), que tudo crê, tudo suporta, tudo sofre, tudo espera (I Co.13:7). Jesus disse que os seus discípulos seriam reconhecidos como tais através do exercício deste elemento fundamental, o amor (Jo. 13:35).

A proposta de Cristo nos Evangelhos é de nos tirar do individualismo egoísta para uma vida comprometida com Deus e com o próximo. Amar é isto: ter um compromisso, dar a vida pelo irmão, e isto para Jesus é o que importa, o fundamental.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Frutos de Arrependimento

Por Matheus Viana

     A mensagem de João, o batista, era clara e sucinta: “Deem frutos dignos de arrependimento.” (Evangelho segundo Mateus 3:8). O apostolo Paulo preconizou no mesmo mote: “A tristeza segundo Deus não traz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação...” (II Coríntios 7:10). Não há conversão sem arrependimento. Questão de causa e efeito.

Presenciamos, há décadas, um evidente crescimento demográfico de cristãos. Mas, ao contrário de outros momentos da história, ele não tem gerado os efeitos devidos e esperados. O motivo? Não haver um verdadeiro processo de arrependimento. Este, por sua vez, não ocorre porque o Evangelho de Cristo não tem sido disseminado.

Os que se dirigiam até as margens do Jordão para ouvirem e serem batizados por João conheciam a Lei dada por Deus através de Moisés, mas não a praticavam de acordo com a Sua vontade. Logo, tal observância não passava de ritualismo frívolo. Foi então que Deus, através de João, declara: “Quero que vocês demonstrem, com suas atitudes, o quanto estão arrependidos.” Qualquer ação destoante deve ser rechaçada: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Evangelho segundo Mateus 3:10).

O discurso de Jesus tinha o mesmo tom. Disse certa vez aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta...” (Evangelho segundo João 15:3). Veja que Jesus afirma dois aspectos fundamentais: Ele é a videira e o Pai é o agricultor. É preciso que nossas ações sejam produtos do fato de nossa vida estar alicerçada em Cristo. Em linguagem aristotélica, nossos atos devem ter Jesus como potência. O que resulta em fazer e ensinar o que Jesus fez e ensinou.

Deus – o Pai – deve ser o agricultor. É Ele quem efetua em nós o querer e o realizar (Filipenses 2:13). Nossas ações não devem ser frutos de nossos desejos próprios com suas devidas conveniências. A obra é Dele. A colheita é para Ele. Sendo assim, qualquer vanglória humana não

tem lugar nem sentido. Diante disto, reflita: Tens produzido frutos de arrependimento


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mas Entre Vós Não é Assim

Por Márcia Regina F. B. Santos

     Jesus estava pronto para cumprir sua missão e, a caminho de Jerusalém, foi revelando a seus discípulos tudo o que iria acontecer. Entretanto, apesar de já estarem andando com Jesus há tanto tempo, eles ainda não conseguiam compreender bem o que Jesus estava dizendo.

A falta de compreensão era tanta que Tiago e João fizeram um pedido que estava completamente fora de contexto. Eles pensavam no aqui e agora. Quantas vezes nós fazemos pedidos a Deus que estão fora de Sua vontade porque não conseguimos compreender Seus planos para as nossas vidas! Entretanto Jesus, amorosamente, como fez com seus discípulos, aproveita essas oportunidades para nos ensinar coisas muito importantes.

O texto diz que Jesus chamou-os para junto de si e disse: “entre vós não é assim”! O fruto do Evangelho em nossas vidas deve ser exatamente esse. Somos diferentes e devemos agir de modo contrário à lógica desse mundo: servir ao invés de ser servido; preferir ser injustiçado e sofrer dano ao invés de entrar em juízo contra um irmão (ICo 6.7); perdoar.

O que vemos hoje é cada um lutando pelo que é seu, seus próprios direitos. Isso não é exatamente errado, mas quando vemos o que Jesus ensinou, entendemos que precisamos antes pensar no próximo. Jesus nos ensina a agir em função do amor que o próprio Deus derramou em nossas vidas. Nosso objetivo maior deve ser abençoar os que estão ao nosso redor.

Como isso é difícil! Mas Jesus, ao caminhar para Jerusalém, ao caminhar para a cruz, queria que seus discípulos, inclusive nós, pudéssemos entender isso.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Atividades x Relações

Por Jonatas Toledo

     Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. (Atos 2:42)

Com quantas pessoas estamos ligados por uma linha de afeto e principalmente no âmbito comunitário, por um sangue que corre na veia da igreja? Atos 2:42 mostra o início da igreja com mais ou menos 3200 pessoas, sendo 3000 novos convertidos, 120 que estavam no pentecoste e mais 80 por minha conta aí. O objetivo não é o número em si, mas sim como desenvolveram o conceito e a experiência de igreja: ensino e comunhão, partir do pão e orações. Três coisas que foram determinantes para o vínculo desses 3000 e os que foram chegando nos capítulos seguintes de Atos conforme o desenrolar da história. Qual o significado de igreja? O que percebo é que na maioria dos âmbitos cristãos a relação foi substituída pela atividade. Ensino e comunhão estão na mesma sentença. Comunhão não é uma reunião de comes e bebes. A realidade é que não existe comunhão sem ensino nem ensino sem comunhão. Se em uma reunião não houve ensino/ aprendizado, a comunhão não terá valor algum e se tornará apenas uma atividade. Ensino virou atividade, temos o culto de ensino e não mais o ensino uns aos outros como é o desafio e proposta do evangelho. Temos a reunião de comunhão, ou seja, atividade para tentar promover relação. Temos o partir do pão como atividade e não mais como troca de afetos, suprimento de necessidades uns aos outros, amizade, amor e entrega um ao outro. Temos a reunião de oração, não mais a oração uns aos outros em qualquer lugar como orienta Paulo a Timóteo (I Timóteo 2:8).

E aí quando alguém sai da instituição seja por qualquer razão, perde-se tudo isso. Ele não se atenta mais ao ensino, não tem mais comunhão, não senta para partir o pão, não ora e não pede oração para ninguém. Por que? Porque eram atividades e não fruto da relação, pois se de fato fosse fruto das relações tal pessoa procuraria outro cristão para ser igreja com ele. Não adianta bater no peito e dizer “sou a igreja” se não há ensino e comunhão, partir do pão e oração com outros pelos quais corre o mesmo sangue, a saber, o sangue de Jesus.

São as relações que deveriam promover as atividades. Por causa do entendimento de igreja que eu tenho a partir do olhar de Jesus, eu me relaciono, mas minha relação não é usurpadora, sugadora, sangue suga. Comungo para ensinar e ser ensinado a fim de que nós sejamos transformados, compartilho de necessidades, tem amor, tem entrega um ao outro, recebo sua oração e tenho certeza que há áreas que você precisa da minha também.

Isso é igreja, pelo menos ela começou assim! Pense nisso.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Bendiga o Senhor a Minha Alma

Por Fernando Coêlho Costa

     Entre os Salmos de Davi, o 103 é a expressão exata do modelo de vida que todo cristão precisa ser. Ele começa com um louvor pessoal (1-5), compara as ações do Pai amoroso com a dos filhos teimosos (6-14), faz um reflexão sobre a brevidade da vida e a eternidade do amor (15-18) e finalmente convoca toda a criação a louvar o Senhor (19-22).

O exercício da memória sobre as bênçãos de Deus deve ser o componente da devoção pessoal, da liturgia do culto e da prática na ‘vida comum’. Recordar que nossos pecados foram perdoados deve ocupar o maior espaço em nossa lembrança. Isso nos ajuda a viver de modo humilde, contrito e ativo no Reino de Deus.

Quando o salmista diz que Deus enche de bens a nossa existência, está afirmando que Deus está presente além dos momentos de êxtase. Ele é o que abençoa a nossa continuidade. Ele é também o que ‘faz justiça e defende a causa dos oprimidos’. Deus se opõe a toda forma de opressão, seja ela política, religiosa ou familiar. Ele também ‘não nos trata conforme os nossos pecados’. Mesmo que venhamos remoer os nossos erros ou dos outros, Ele ‘não fica ressentido para sempre’, pois ‘lembra-se de que somos pó’. Essas razões e lembranças devem penetrar em nossa memória, gerar temor em nosso coração e provocar o reconhecimento do ‘amor leal do Senhor’.

Não são todos os que reconhecem seus benefícios, por isso mesmo o Salmista convoca a bendizê-lo os que ‘obedecem à sua palavra’ e ‘os que cumprem sua vontade’. Ele amplia o ciclo dos adoradores ao dizer ‘bendigam o Senhor todas as suas obras em todos os lugares do seu domínio’ e volta a se convocar ao exercício de bendizer.

Que sejamos participantes no bendizer a Deus e que do início ao fim nossa alma bendiga o Senhor!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Relação Pastoral Íntegra

Por Aleksandro Andrade

(Atos 20:17-38)

     O que teríamos a dizer diante de um momento como este relatado por Lucas? Esta pergunta nos leva a outra: será que a nossa relação pastoral é íntegra? Mesmo que não tenhamos tais respostas, há de se refletir sobre o nosso papel como líderes, se somos forjados em uma lógica pastoral impessoal/institucional ou em uma dinâmica mais pessoal e próxima. Reflitamos sobre Paulo e a sua relação com os irmãos de Éfeso.

Ele chama os irmãos para uma conversa sincera, aberta, evidenciando, assim, um ministério transparente e de fácil acesso. Um ministério legítimo. Hoje, quanto menos acessíveis, mais obscuridade existe. Paulo não lhes era um estranho e sim, um amigo. Não os via como concorrentes, e sim, co-participantes de uma mesma obra cuja finalidade era o cuidado das pessoas, da doutrina, e da vigilância em relação aos perigos posteriores. Hoje, não nos chamamos de amigos e sim, de colegas. O ministério pastoral é um dom conferido por Deus à Igreja, por isso o este deve ocorrer em doação, principalmente em ajuda aos fracos e pobres.

Em um universo de gestores eficientes, o que menos se pode esperar são as incertezas. Entretanto, as incertezas paulinas não significavam ausência de convicções, e sim, por ser compelido pelo Espírito, a única certeza era as dificuldades e a companhia de Deus, mas nenhuma garantia de sucesso.

Culturalmente nossa categoria é dotada de privilégios. O modelo pastoral de Paulo difere do nosso quando dessa matéria. Aquilo que ele considera precioso está incondicionalmente ligado ao seu ministério. Aqui se acaba aquele dualismo entre a família e a igreja, ministério integral e trabalho secular e as diferenças que damos aos mesmos. Sem excluir nenhuma dessas categorias, elas são harmonizáveis, quando o reino de Deus está em primeiro lugar. Enfim, não dá mais para nos alongar, não temos espaço, porém, devemos pensar na nossa integridade, enquanto pastores(as) nessa obra tão árdua e abençoada.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Rasgando o Cardápio Pluralista

Por Leví Gabriel Tavares

     Em face de uma sociedade hipermoderna, que presunçosamente se gloria de ser evoluída nas relações humanas, mas que sob a aparência de tolerância, não percebe, todavia, a autocontradição em que vive, a saber: o relativismo absoluto. Sim, pois uma vez que se afirma a inexistência de absolutos e de que a verdade é relativa, a própria sentença carrega o atributo que visa negar. Assim, diante deste cenário, o cristão é chamado a resistir tal paradigma de pensamento.

Um exemplo clássico nas Escrituras é relatado em Atos 17, quando Paulo chega na cidade de Atenas. Ao caminhar por esta, se depara com uma realidade pluralista, o cardápio de opções religiosas era vasto. Entretanto, ele não apresenta mais uma opção para os atenienses. A ação e mensagem do apóstolo ali é como que tivesse rasgado o cardápio e dito: "Chega desta comida tóxica, vim lhes trazer alimento saudável, comida de verdade!"

Tal atitude é decorrente de quem possui profunda consciência da unicidade e soberania de Cristo Jesus. A questão é que este posicionamento exige coragem, pois contraria o paradigma exposto, provavelmente não será nada atrativo.

Assim, resta ao cristão do século XXI decidir se cede a pressão social ou mantém sua fidelidade, independentemente das consequências que vierem, inclusive seu martírio.

Não é sem razão que afirmou o pastor carioca Antônio Carlos Costa: "Se a sua caminhada cristã não demanda coragem, procure saber quem você está seguindo".

Esse é o preço de seguir Jesus, ele nunca disse que seria fácil.