Por Oswaldo D. Junior
Um estudioso do Novo Testamento chamado Mark Keow aponta numa profunda análise do livro de Filipenses o quanto os cristãos devem ser definidos pelo evangelho e não pelos valores seculares que a cultura (independente do contexto que estiverem) tenta lhes impor; e isso porque a cidade de Filipos vivia sob o domínio romano, focada nos valores romanos, modelada efetivamente e auto conscientemente procurando ser uma “mini-Roma”. Então o apóstolo Paulo ensina e modela os cristãos desta cidade em relação ao que deve realmente dirigir a vida espiritual deles, mostrando que o choque maior destas visões contrárias está na pessoa central, a quem os romanos chamavam de “patrono” [“patronus”/benfeitor] no caso o César (título dado ao imperador de Roma) ou Cristo Jesus.
Em Filipenses, é Jesus quem é Salvador e Senhor, em vez de César, com quem estes termos foram regularmente associados. Jesus é o patrono dos cristãos filipenses, Ele é seu protetor que irá intervir e entregar, curar e sustentar no sofrimento. Ele é o chefe da força militar (soldados cristãos) que operam com os valores do reino e não o poder militar. Ele reina no amor e não na força. Sua obediência à morte é a salvação dos filipenses e seu exemplo de como viver em um mundo obcecado com o poder. Ele renunciou ao status glorioso, preferindo se esvaziar, e Se tornar um “doulos” (o escravo mais baixo), para servir a humanidade. Este padrão de poder através do amor e do serviço, e não a força política ou militar, sustenta o padrão de Cristo e os exemplos positivos derramados através da carta. Os crentes devem se apegar a este Cristo, não se desviando para as noções romanas de materialismo e libertinagem. Conhecendo mais ao Cristo, ser encontrado nEle, e acreditar nEle, salva.
Desafiando Roma e seus valores, investindo na transformação que o evangelho irradia, encorajando os “micro-romanos” filipenses a viverem confiando no verdadeiro César (imperador), Jesus Cristo nosso Senhor.
NEle, Amém

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