Por Jaderson Martins Costa
Quando se compara a proposta de Jesus, apresentada nos Evangelhos, com o tipo de religiosidade experimentada e propagada por muitos cristãos atuais, percebe-se, sem muita dificuldade, que há uma considerável distância entre ambas.
Aos fariseus e escribas, Cristo dirigiu palavras duras, porque usavam sua religiosidade e o “culto” a Deus para justificar seus pecados sociais (Mt. 23:14). Jesus chamou-os, sem cerimônia, de hipócritas, indicando assim que o culto público e as ofertas precisam ser precedidos por algo mais fundamental: a justiça, a misericórdia e a fé (Mt. 23:23; Mq.6:6-8). Para Deus, qualquer ato de adoração que não seja fundamentado por esses elementos essenciais, se constitui em algo repugnante e não aceitável (Is. 1:11-17; Am. 5:21-24).
Apesar de tantos textos nas escrituras que nos confirmam esta verdade, constata-se em tantas realidades que há mais orações que justiça, mais cânticos que misericórdia, e mais dízimos e ofertas que amor e fé. Não que se queira aqui negar o valor da oração, do louvor, das ofertas, do culto em si, e sim, deixar claro que estas coisas perdem seu valor se não se tem o fundamental (Is. 1:15; 58:1-4; Am. 5:23; Ml. 1:10).
O fundamental para Jesus é o amor (Mt. 22:36-40). O amor que não se alegra com a injustiça (I Co.13:6), que não procura seus próprios interesses, mas exerce misericórdia (I Co.13:5; I Jo. 3:17,18), que tudo crê, tudo suporta, tudo sofre, tudo espera (I Co.13:7). Jesus disse que os seus discípulos seriam reconhecidos como tais através do exercício deste elemento fundamental, o amor (Jo. 13:35).
A proposta de Cristo nos Evangelhos é de nos tirar do individualismo egoísta para uma vida comprometida com Deus e com o próximo. Amar é isto: ter um compromisso, dar a vida pelo irmão, e isto para Jesus é o que importa, o fundamental.

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