Por Matheus Viana
A mensagem de João, o batista, era clara e sucinta: “Deem frutos dignos de arrependimento.” (Evangelho segundo Mateus 3:8). O apostolo Paulo preconizou no mesmo mote: “A tristeza segundo Deus não traz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação...” (II Coríntios 7:10). Não há conversão sem arrependimento. Questão de causa e efeito.
Presenciamos, há décadas, um evidente crescimento demográfico de cristãos. Mas, ao contrário de outros momentos da história, ele não tem gerado os efeitos devidos e esperados. O motivo? Não haver um verdadeiro processo de arrependimento. Este, por sua vez, não ocorre porque o Evangelho de Cristo não tem sido disseminado.
Os que se dirigiam até as margens do Jordão para ouvirem e serem batizados por João conheciam a Lei dada por Deus através de Moisés, mas não a praticavam de acordo com a Sua vontade. Logo, tal observância não passava de ritualismo frívolo. Foi então que Deus, através de João, declara: “Quero que vocês demonstrem, com suas atitudes, o quanto estão arrependidos.” Qualquer ação destoante deve ser rechaçada: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” (Evangelho segundo Mateus 3:10).
O discurso de Jesus tinha o mesmo tom. Disse certa vez aos seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta...” (Evangelho segundo João 15:3). Veja que Jesus afirma dois aspectos fundamentais: Ele é a videira e o Pai é o agricultor. É preciso que nossas ações sejam produtos do fato de nossa vida estar alicerçada em Cristo. Em linguagem aristotélica, nossos atos devem ter Jesus como potência. O que resulta em fazer e ensinar o que Jesus fez e ensinou.
Deus – o Pai – deve ser o agricultor. É Ele quem efetua em nós o querer e o realizar (Filipenses 2:13). Nossas ações não devem ser frutos de nossos desejos próprios com suas devidas conveniências. A obra é Dele. A colheita é para Ele. Sendo assim, qualquer vanglória humana não
tem lugar nem sentido. Diante disto, reflita: Tens produzido frutos de arrependimento

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