quarta-feira, 5 de abril de 2017

Bendiga o Senhor a Minha Alma

Por Fernando Coêlho Costa

     Entre os Salmos de Davi, o 103 é a expressão exata do modelo de vida que todo cristão precisa ser. Ele começa com um louvor pessoal (1-5), compara as ações do Pai amoroso com a dos filhos teimosos (6-14), faz um reflexão sobre a brevidade da vida e a eternidade do amor (15-18) e finalmente convoca toda a criação a louvar o Senhor (19-22).

O exercício da memória sobre as bênçãos de Deus deve ser o componente da devoção pessoal, da liturgia do culto e da prática na ‘vida comum’. Recordar que nossos pecados foram perdoados deve ocupar o maior espaço em nossa lembrança. Isso nos ajuda a viver de modo humilde, contrito e ativo no Reino de Deus.

Quando o salmista diz que Deus enche de bens a nossa existência, está afirmando que Deus está presente além dos momentos de êxtase. Ele é o que abençoa a nossa continuidade. Ele é também o que ‘faz justiça e defende a causa dos oprimidos’. Deus se opõe a toda forma de opressão, seja ela política, religiosa ou familiar. Ele também ‘não nos trata conforme os nossos pecados’. Mesmo que venhamos remoer os nossos erros ou dos outros, Ele ‘não fica ressentido para sempre’, pois ‘lembra-se de que somos pó’. Essas razões e lembranças devem penetrar em nossa memória, gerar temor em nosso coração e provocar o reconhecimento do ‘amor leal do Senhor’.

Não são todos os que reconhecem seus benefícios, por isso mesmo o Salmista convoca a bendizê-lo os que ‘obedecem à sua palavra’ e ‘os que cumprem sua vontade’. Ele amplia o ciclo dos adoradores ao dizer ‘bendigam o Senhor todas as suas obras em todos os lugares do seu domínio’ e volta a se convocar ao exercício de bendizer.

Que sejamos participantes no bendizer a Deus e que do início ao fim nossa alma bendiga o Senhor!

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