Por Cid Mauro Oliveira
Jesus não era isso. Fariseus sempre reclamaram dos modos dele e de seus discípulos. Quanto a estes, por exemplo, diziam não lavar as mãos antes de comer.
Quanto a Jesus, várias reclamações: curava aos sábados, não escolhia direito seu círculo de amizades, frequentava locais não muito recomendáveis.
Eles, sim, eram burocratas da fé. Para os fariseus, o acesso a Deus estava bloqueado por uma série de fatores. Uma vez preenchida a lista deles, tudo bem.
Para Jesus, o acesso a Deus era franco, ao alcance de um bate-papo à beira do lago, na pradaria da outra margem ou nos pilares do Templo.
Acesso aberto a todos, até àqueles marcados pela crítica farisaica: prostitutas, publicanos e toda a gama de "pecadores".
Jesus ia ao encontro das pessoas. Os fariseus eram assépticos. Praticavam eugenia, quer dizer, tinham na sua lista a relação dos "puros" diante de Deus.
Jesus dizia aos quatro ventos, "vim buscar pecadores", "os sãos não precisam de médicos, e sim os doentes", "o filho do homem veio buscar e salvar o perdido".
No círculo de Jesus, pecadores, doentes e perdidos. No círculo dos fariseus, os puros. Há uma pergunta incomodando.
A igreja de Jesus, hoje, reconhecida por ser seu círculo de discípulos, está mais para um ou para outros? Vai mais ao encontro das pessoas, ou espera que elas venham a seu encontro?
Espera mais que as pessoas se enquadrem em suas regras, ou aceita pecadores, doentes e perdidos em seu meio?
Estamos mais para a informalidade ativa e inteligente de Jesus ou para a burocracia farisaica? Tornamo-nos buro
Organização religiosa com responsabilidade de reimaginar as práticas e modelos eclesiais, considerando o esgotamento ético dos evangélicos no Brasil.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Sem Dinheiro ou Garantias
Por Rogério Nunes de Lima
O livro dos Atos dos Apóstolos transborda exemplos importantes sobre a Igreja da época. Nestas dezenas de histórias, temos ações positivas e negativas que nos ajudam a entender os princípios dos primeiros cristãos, bem como aplicações à Igreja de hoje. No capítulo 3, há exemplo cativante da cura de um aleijado que pedia esmolas junto a um dos portões do templo. É o panorama de como Pedro e João agiam num dia comum. Percebi três coisas:
1. Eles seguiram com suas vidas (v. 1) Pedro e João tinham o costume de ir ao templo dos judeus para orar todos os dias, às 15h00. Depois do Pentecostes, do batismo de 3.000 pessoas e de todo aquele rebuliço, o que aconteceu? Nada demais. Eles continuaram fazendo o que faziam antes, mas agora sob o poder do Espírito Santo. Não foi necessário gravar um álbum gospel ou abrir um novo templo.
2. Eles viram além dos demais (v. 5) Era só mais um aleijado pedindo esmolas. Para piorar, Pedro e João estavam duros, igual a gente no fim do mês. O homem esperava dinheiro, mas eles poderiam fazer mais. Eles contavam com um poder extraordinário e foram usados para que Jesus fosse glorificado na vida daquele homem.
3. Eles serviram de apoio (v. 7) Não foi só uma oração, foi também um serviço. Pedro segurou a mão do homem até que ele tivesse força em suas pernas. A Igreja não é somente a voz que clama no deserto, mas é também a mão estendida que levanta o coxo e o segura até que ele possa andar por conta própria.
O resultado foi espantoso, mas poderia ser diferente. Talvez o aleijado fosse correndo para sua casa, ou procurar um emprego. Talvez ele fosse ingrato. A ação de Pedro e João não tinha a garantia de crescimento, de difusão ou de espetáculo. Sem dinheiro ou garantias, os discípulos fizeram tudo aquilo porque sabiam que aquela era sua nova vocação.
O livro dos Atos dos Apóstolos transborda exemplos importantes sobre a Igreja da época. Nestas dezenas de histórias, temos ações positivas e negativas que nos ajudam a entender os princípios dos primeiros cristãos, bem como aplicações à Igreja de hoje. No capítulo 3, há exemplo cativante da cura de um aleijado que pedia esmolas junto a um dos portões do templo. É o panorama de como Pedro e João agiam num dia comum. Percebi três coisas:
1. Eles seguiram com suas vidas (v. 1) Pedro e João tinham o costume de ir ao templo dos judeus para orar todos os dias, às 15h00. Depois do Pentecostes, do batismo de 3.000 pessoas e de todo aquele rebuliço, o que aconteceu? Nada demais. Eles continuaram fazendo o que faziam antes, mas agora sob o poder do Espírito Santo. Não foi necessário gravar um álbum gospel ou abrir um novo templo.
2. Eles viram além dos demais (v. 5) Era só mais um aleijado pedindo esmolas. Para piorar, Pedro e João estavam duros, igual a gente no fim do mês. O homem esperava dinheiro, mas eles poderiam fazer mais. Eles contavam com um poder extraordinário e foram usados para que Jesus fosse glorificado na vida daquele homem.
3. Eles serviram de apoio (v. 7) Não foi só uma oração, foi também um serviço. Pedro segurou a mão do homem até que ele tivesse força em suas pernas. A Igreja não é somente a voz que clama no deserto, mas é também a mão estendida que levanta o coxo e o segura até que ele possa andar por conta própria.
O resultado foi espantoso, mas poderia ser diferente. Talvez o aleijado fosse correndo para sua casa, ou procurar um emprego. Talvez ele fosse ingrato. A ação de Pedro e João não tinha a garantia de crescimento, de difusão ou de espetáculo. Sem dinheiro ou garantias, os discípulos fizeram tudo aquilo porque sabiam que aquela era sua nova vocação.
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Atalhos Perigosos
Por Carlos Prata
¨E tendo reunido todos os principais sacerdotes e escribas do povo, procurava saber deles, onde o Cristo deveria nascer¨ (Mt2.4)
O verbo usado neste texto para descrever a reunião convocada por Herodes para tirar a vida de Jesus é: synago. Esse verbo é usado várias outras vezes com o mesmo propósito (Mt26.57; 27.62; 28.12), o de tirar a vida do nosso Senhor.
Desde o primeiro momento de nossa existência, logo nos primeiros movimentos, nosso maior desejo é o de encontrar a Deus. Ele é a nossa origem e também o nosso destino, a falta que sentimos Dele é reflexo da falta que Ele sente de nós. Se o nosso destino é Deus, Jesus Cristo é o caminho para voltarmos a origem.
O problema é que nessa trajetória, somos atraídos por falsos atalhos: conforto, sucesso e poder. E o pior é que invariavelmente, nos reunimos com o conforto, o sucesso, e o poder, para tirar a vida de Jesus, ou no mínimo, tirar Ele de nossas vidas.
Como Ele mesmo nos advertiu: ¨aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me¨. A experiência do encontro com Deus, passa pela experiência do desencontro pessoal. Somente quando digo não ao meu atalho, é que consigo dizer sim ao caminho de Deus, Jesus.
Deus nos abençoe!
¨E tendo reunido todos os principais sacerdotes e escribas do povo, procurava saber deles, onde o Cristo deveria nascer¨ (Mt2.4)
O verbo usado neste texto para descrever a reunião convocada por Herodes para tirar a vida de Jesus é: synago. Esse verbo é usado várias outras vezes com o mesmo propósito (Mt26.57; 27.62; 28.12), o de tirar a vida do nosso Senhor.
Desde o primeiro momento de nossa existência, logo nos primeiros movimentos, nosso maior desejo é o de encontrar a Deus. Ele é a nossa origem e também o nosso destino, a falta que sentimos Dele é reflexo da falta que Ele sente de nós. Se o nosso destino é Deus, Jesus Cristo é o caminho para voltarmos a origem.
O problema é que nessa trajetória, somos atraídos por falsos atalhos: conforto, sucesso e poder. E o pior é que invariavelmente, nos reunimos com o conforto, o sucesso, e o poder, para tirar a vida de Jesus, ou no mínimo, tirar Ele de nossas vidas.
Como Ele mesmo nos advertiu: ¨aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me¨. A experiência do encontro com Deus, passa pela experiência do desencontro pessoal. Somente quando digo não ao meu atalho, é que consigo dizer sim ao caminho de Deus, Jesus.
Deus nos abençoe!
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Ouvindo a Voz do Pastor
Por Lyndon de Araújo Santos
Aproxima-se o II Encontro Nacional da REDIL, nos dias 7 a 10 de novembro. Nossa expectativa e oração é que tenhamos, assim como no ano passado, um evento de muita comunhão e edificação na Palavra.
Para que isto aconteça, lanço o desafio de, nesta semana, reservarmos um tempo de oração diária pelo nosso (re)encontro. E, como proposta, uma sequência de leituras bíblicas também diárias, com afirmações a serem meditadas em oração:
Segunda-feira, 6: Salmos 77.20 e 78.52. O Senhor nos guia como Pastor. Terça-feira, 7: Jeremias 23.1 a 4. O Senhor procura pastores e ovelhas.
Quarta-feira, 8: Ezequiel 34.1 a 16. O Senhor quer cuidar das suas ovelhas. Quinta-feira, 9: Salmo 23.1 a 6. O Senhor nada nos deixa faltar.
Sexta-feira, 10: João 10.1 a 18. O Senhor é o nosso bom pastor.
O que o Senhor quer nos falar nos dias 10 a 12? Vamos ouvir juntos nesta semana a voz do nosso supremo Pastor (1 Pedro 5.4) com contrição e humildade em sua presença.
Aproxima-se o II Encontro Nacional da REDIL, nos dias 7 a 10 de novembro. Nossa expectativa e oração é que tenhamos, assim como no ano passado, um evento de muita comunhão e edificação na Palavra.
Para que isto aconteça, lanço o desafio de, nesta semana, reservarmos um tempo de oração diária pelo nosso (re)encontro. E, como proposta, uma sequência de leituras bíblicas também diárias, com afirmações a serem meditadas em oração:
Segunda-feira, 6: Salmos 77.20 e 78.52. O Senhor nos guia como Pastor. Terça-feira, 7: Jeremias 23.1 a 4. O Senhor procura pastores e ovelhas.
Quarta-feira, 8: Ezequiel 34.1 a 16. O Senhor quer cuidar das suas ovelhas. Quinta-feira, 9: Salmo 23.1 a 6. O Senhor nada nos deixa faltar.
Sexta-feira, 10: João 10.1 a 18. O Senhor é o nosso bom pastor.
O que o Senhor quer nos falar nos dias 10 a 12? Vamos ouvir juntos nesta semana a voz do nosso supremo Pastor (1 Pedro 5.4) com contrição e humildade em sua presença.
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