Por Leví Gabriel Tavares
Em face de uma sociedade hipermoderna, que presunçosamente se gloria de ser evoluída nas relações humanas, mas que sob a aparência de tolerância, não percebe, todavia, a autocontradição em que vive, a saber: o relativismo absoluto. Sim, pois uma vez que se afirma a inexistência de absolutos e de que a verdade é relativa, a própria sentença carrega o atributo que visa negar. Assim, diante deste cenário, o cristão é chamado a resistir tal paradigma de pensamento.
Um exemplo clássico nas Escrituras é relatado em Atos 17, quando Paulo chega na cidade de Atenas. Ao caminhar por esta, se depara com uma realidade pluralista, o cardápio de opções religiosas era vasto. Entretanto, ele não apresenta mais uma opção para os atenienses. A ação e mensagem do apóstolo ali é como que tivesse rasgado o cardápio e dito: "Chega desta comida tóxica, vim lhes trazer alimento saudável, comida de verdade!"
Tal atitude é decorrente de quem possui profunda consciência da unicidade e soberania de Cristo Jesus. A questão é que este posicionamento exige coragem, pois contraria o paradigma exposto, provavelmente não será nada atrativo.
Assim, resta ao cristão do século XXI decidir se cede a pressão social ou mantém sua fidelidade, independentemente das consequências que vierem, inclusive seu martírio.
Não é sem razão que afirmou o pastor carioca Antônio Carlos Costa: "Se a sua caminhada cristã não demanda coragem, procure saber quem você está seguindo".
Esse é o preço de seguir Jesus, ele nunca disse que seria fácil.
Organização religiosa com responsabilidade de reimaginar as práticas e modelos eclesiais, considerando o esgotamento ético dos evangélicos no Brasil.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Perder é Ganhar
Por Cid Mauro de Oliveira
Assim como nas igrejas da Galácia, um grupo de judaizantes andou por Filípos tentando convencer os irmãos a admitir ser circuncidados e a guardar preceitos do judaísmo. Paulo os compara a um bando de cães, atrás da carniça de suas vítimas. E os responde, definindo o que é conversão genuína em Cristo.
Começa com perda total: "para mim, o viver é Cristo e o morrer é ganho". O apóstolo demonstra como abriu mão das honrarias do farisaísmo, no caso, o que o enchia de orgulho e era seu "pedigree". Concorda com Habacuque, que indica fé em oposição à soberba: "Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o justo viverá pela sua fé.” Hb 2:4
Paulo afirma que, por causa da "sublimidade do conhecimento de Cristo", ser crente é, verdadeiramente, perder todas as coisas e as considerar refugo. Dessa forma, o ganho é Cristo e a justiça que procede, exclusivamente, desse ato de fé. Como aos Gálatas Paulo escreveu, "não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim". Essa é a qualidade de vida de quem vive pela fé.
A resposta do apóstolo ao grupo de "cães itinerantes" é que circuncisão sempre foi sinal profético de conversão, a qual se cumpre e realiza pela fé em Cristo, da qual cada verdadeiro crente é sinal profético vivo.
Andemos por fé: vivemos pelo Espírito, andemos no Espírito.
Assim como nas igrejas da Galácia, um grupo de judaizantes andou por Filípos tentando convencer os irmãos a admitir ser circuncidados e a guardar preceitos do judaísmo. Paulo os compara a um bando de cães, atrás da carniça de suas vítimas. E os responde, definindo o que é conversão genuína em Cristo.
Começa com perda total: "para mim, o viver é Cristo e o morrer é ganho". O apóstolo demonstra como abriu mão das honrarias do farisaísmo, no caso, o que o enchia de orgulho e era seu "pedigree". Concorda com Habacuque, que indica fé em oposição à soberba: "Eis o soberbo, sua alma não é reta nele, mas o justo viverá pela sua fé.” Hb 2:4
Paulo afirma que, por causa da "sublimidade do conhecimento de Cristo", ser crente é, verdadeiramente, perder todas as coisas e as considerar refugo. Dessa forma, o ganho é Cristo e a justiça que procede, exclusivamente, desse ato de fé. Como aos Gálatas Paulo escreveu, "não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim". Essa é a qualidade de vida de quem vive pela fé.
A resposta do apóstolo ao grupo de "cães itinerantes" é que circuncisão sempre foi sinal profético de conversão, a qual se cumpre e realiza pela fé em Cristo, da qual cada verdadeiro crente é sinal profético vivo.
Andemos por fé: vivemos pelo Espírito, andemos no Espírito.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Rebelião dos Marginais
Por Rogério Nunes de Lima
A crise na segurança pública brasileira ficou bem clara a todos nas últimas semanas. Presidiários sendo degolados, fugas em massa e, principalmente, após a greve dos policiais militares no estado do Espírito Santo, um arrastão generalizado. A ausência do Estado foi sentida. Os marginais tomaram conta de tudo.
Jesus andava entre marginais. Houve uma época em que a Igreja fazia parte dos marginais. Mas o conforto de estar a favor da correnteza fez com que a maioria dos cristãos deixasse para trás seu chamado aos presos, aos famintos, aos sedentos, ao nus, enfim, aos mais pobres entre os pobres. Pior do que isso, uma parcela crescente dos cristãos prega a eliminação destes marginais da sociedade. Brennan Menning diz que “o Evangelho é o anúncio de que o Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra, ama apaixonadamente a humanidade perdida e confusa”. Ele fez uma paráfrase de João 3:16, a afirmação de que Deus amou o mundo. Isso mesmo, o mundo.
Será que, no futuro, as pessoas sentirão a ausência da Igreja como sentimos a ausência do Estado nestes dias? Será que estas rebeliões também não são o retrato desta ausência cristã entre os marginais? Será que toda rebelião que vimos nos últimos dias não é um grito por amor, por justiça e por Deus? O que tanto desejamos para o povo brasileiro só acontecerá quando os marginais se rebelarem contra o pecado, contra as obras espirituais da maldade e contra os desejos egoístas que perseguem a Igreja tão de perto. Mas não se iluda. O principal marginal a ser alcançado mora dentro de cada um de nós.
A crise na segurança pública brasileira ficou bem clara a todos nas últimas semanas. Presidiários sendo degolados, fugas em massa e, principalmente, após a greve dos policiais militares no estado do Espírito Santo, um arrastão generalizado. A ausência do Estado foi sentida. Os marginais tomaram conta de tudo.
Jesus andava entre marginais. Houve uma época em que a Igreja fazia parte dos marginais. Mas o conforto de estar a favor da correnteza fez com que a maioria dos cristãos deixasse para trás seu chamado aos presos, aos famintos, aos sedentos, ao nus, enfim, aos mais pobres entre os pobres. Pior do que isso, uma parcela crescente dos cristãos prega a eliminação destes marginais da sociedade. Brennan Menning diz que “o Evangelho é o anúncio de que o Deus Altíssimo, criador dos céus e da terra, ama apaixonadamente a humanidade perdida e confusa”. Ele fez uma paráfrase de João 3:16, a afirmação de que Deus amou o mundo. Isso mesmo, o mundo.
Será que, no futuro, as pessoas sentirão a ausência da Igreja como sentimos a ausência do Estado nestes dias? Será que estas rebeliões também não são o retrato desta ausência cristã entre os marginais? Será que toda rebelião que vimos nos últimos dias não é um grito por amor, por justiça e por Deus? O que tanto desejamos para o povo brasileiro só acontecerá quando os marginais se rebelarem contra o pecado, contra as obras espirituais da maldade e contra os desejos egoístas que perseguem a Igreja tão de perto. Mas não se iluda. O principal marginal a ser alcançado mora dentro de cada um de nós.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Entre o Movimento e o Monumento
Por Adenilson Ribeiro de Oliveira
Uma tendência natural das instituições é ignorar as críticas que lhes são feitas. Quando um de seus membros ou um grupo deles assume um posicionamento crítico, tais indivíduos geralmente são rotulados como desviantes ou rebeldes e passam a ser alvo de exclusões e de isolamento dentro da própria comunidade. Por vezes, sem terem o direito de serem ouvidos. Isto porque, quando a Igreja assume ares de instituição, fica tão perversa e ensimesmada quanto qualquer outra instituição. Sua luta e motivo prioritário passam a ser, não mais servir a Deus e às pessoas, mas a preservação de si mesma.
Neste sentido, a ambição da Igreja–instituição passou a ser imitar o modelo institucional vigente no mundo: pastores se tornaram executivos especialistas em administração e marketing para cuidar da imagem de sua organização, profissionais bem preparados para escolher o público-alvo adequado para a igreja ser mais assertiva na captação de novos membros, pregações que não mencionam a cruz de Cristo para acariciar o ego das pessoas e transformálas em “clientes” cativos e acomodados.
Assim, a igreja adaptou-se, tornou-se funcional ao mundo e sem forças para contestá-lo. Contentou-se em ser apenas mais uma instituição religiosa, procurando defender ferozmente seu lugar no concorrido mercado religioso. Por outro lado, ao mesmo tempo em que foi ganhando projeção no mundo, foi necessário abrir mão da cruz de Cristo e, com isso, sua pregação perdeu o impacto espiritual e moral na sociedade (cf. Mt 5:13).
Quando os primeiros missionários chegaram ao Brasil em meados do século XIX, somente o Dr. Kalley tinha uma proposta missionária diferente do modelo denominacional que ele vira na Europa e nos Estados Unidos. Todos os demais missionários chegaram ao Brasil trazendo um projeto já previamente definido. O Dr. Kalley, ao contrário, tinha como objetivo organizar igrejas, comunidades de crentes, não uma denominação. Infelizmente os continuadores do trabalho do Dr. Kalley no Brasil não captaram essa sutileza da compreensão missionária e resolveram imitar o status hegemônico e criaram uma denominação. Talvez seja hora de começarmos a abandonar o monumento - estático e excludente por si mesmo - e deixar-nos conduzir pelo movimento indomável do Espírito.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Senhor, Levanta-te
Por Lyndon de Araújo Santos
“Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora; diz o Senhor; e porei a salvo a quem por isso suspira” (Salmo 12.5)
Senhor, há demora em Te levantares para pôr a salvo os que suspiram por salvação. Os pobres e os necessitados gemem na terra por causa dos opressores e dos gananciosos. Nunca me levantarei a favor destes! Podemos nos levantar por ti? Há muitos que não sabem se defender e reivindicar os seus direitos. Vivem inseguros. Nossa angústia e nossa solidariedade já são o teu levantar na história a favor dos simples. Que venha a Tua salvação, não demores em levantar-Te.
Link: SENHOR, LEVANTA-TE (Lyndon de Araújo Santos)
“Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora; diz o Senhor; e porei a salvo a quem por isso suspira” (Salmo 12.5)
Senhor, há demora em Te levantares para pôr a salvo os que suspiram por salvação. Os pobres e os necessitados gemem na terra por causa dos opressores e dos gananciosos. Nunca me levantarei a favor destes! Podemos nos levantar por ti? Há muitos que não sabem se defender e reivindicar os seus direitos. Vivem inseguros. Nossa angústia e nossa solidariedade já são o teu levantar na história a favor dos simples. Que venha a Tua salvação, não demores em levantar-Te.
Link: SENHOR, LEVANTA-TE (Lyndon de Araújo Santos)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
A Comunhão
Por Cid Mauro Araújo de Oliveira
Somos capazes de estabelecer convivência em grupo, apta para experimentar e pôr em prática qualquer harmonia de propósitos. Porque minha origem é o Rio de Janeiro, gosto de usar como imagem as Escolas de Samba.
Como se esforça aquela gente. Já se decantou até em samba como o esforço de todo um ano aparece com brilho supremo no Carnaval: são 36 juízes para 9 quesitos. Tudo muito lindo, mas essa harmonia não é igreja.
Para ser igreja, parte, provém de Jesus. Paulo relaciona: a partir de Cristo, para ser igreja, provém (1) exortação, (2) consolação de amor, (3) comunhão do Espírito e (4) entranhados afetos e misericórdias.
Somente então será possível que, agora sim, esse distintivo de grupo, apresente: (1) pensar a mesma coisa, (2) ter o mesmo amor, (3) ser unido de alma, (4) ter o mesmo sentimento (que houve também em Cristo Jesus), (5) nada fazer por partidarismo ou vanglória, (6) considerar o outro superior a si mesmo e last, but not least, (7) não ter em vista o que é propriamente seu.
Cada elemento desses provém de Jesus. Torna-se engenharia do Espírito, em amor, entranhado em nós por afetos e misericórdias. E aparece o que, no conjunto todo, pode-se chamar comunhão.
Acho que, nesse texto, Paulo pormenoriza os elementos do que seja comunhão e seu resultado prático na igreja. Escola de Samba é um espectáculo bonito. Tem marcas da arte e da genialidade humana, bem brasileira.
Mas igreja, comunhão, somente com a marca de Cristo, proveniente dEle, promovida pelo Espírito, em amor, em nosso meio.
Reimaginando a Unidade da Igreja
Por Sérgio Prates Lima
Nos dias 11 a 13 de novembro de 2016, representantes de 14 igrejas de diferentes cidades e estados brasileiros se reuniram nas dependências do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro (STCRJ). O maior grupo veio de Ribeirão Preto (SP), 42 pessoas.
Havia irmãos e irmãs do Rio de Janeiro (RJ), Campinas (RJ), Ribeirão Preto (SP), Campina Grande (PB), São Luís (MA) e Rio Branco (AC), de diversos grupos denominacionais e comunidades independentes. Houve participação de congregacionais, presbiterianos, assembleianos, independentes e também de seminaristas.
O objetivo do encontro foi discutir temáticas como Caminhos do Evangelicalismo Brasileiro, a Unidade, Modelos e Práticas Eclesiais e, ainda, fomentar a criação de ferramentas que facilitem a expansão do reino, como cursos de capacitação para líderes, publicação de um boletim teológico que supra a necessidade não apenas de pastores, mas de irmãos e irmãs que têm exercido liderança em suas comunidades de fé.
A Aliança Cristã Evangélica esteve representada pelo seu diretor executivo, o Pastor Wilson Costa, de Campinas, que teve oportunidade de apresentar a organização aos presentes e convidá-los a se filiarem.
No culto de abertura pregou o Pastor Jaderson Martins Costa, da IEC de Ribeirão Preto. A devocional do sábado pela manhã foi feita por Márcia Regina Fernandes Braga Santos, da IEC de São Luís. Tanto no sábado quanto no domingo, as atividades foram iniciadas com uma reunião de oração, antes do café, que reuniu a maioria dos presentes ao encontro.
O primeiro colóquio, Caminhos do Evangelicalismo Brasileiro, teve como expositores o Pastor M. Bernardino de Santana Filho, da IEC de Vicente de Carvalho (RJ), Sergio Prates Lima, da 2ª IEC de Campo Grande (RJ) e Rosângela Gonçalves, da IEC de Parada de Lucas (RJ). Na tarde de sábado, no segundo colóquio, Unidade, Modelos e Práticas Eclesiais, participaram os Pastores Lyndon de Araújo Santos, da IEC de São Luís (MA), Aleksandro Andrade, de Campina Grande (PB) e Cid Mauro Araújo de Oliveira, da IEC de Tancredo Neves (AC). Às falas dos componentes das duas mesas seguiram-se intervenções dos presentes, num proveitoso debate sobre os temas expostos.
O Pastor José Remígio Fernandes Braga, de Campinas (SP), pregou no culto de encerramento e a Pastora Joyce, de Ribeirão Preto, ministrou a ceia do Senhor.
Os cânticos foram dirigidos por um grupo da 2ª IEC de Campo Grande (RJ).
No sábado à noite foi montada a estratégia de organização da REDIL – Rede Evangélica de Igrejas e Lideranças que, embora formada majoritariamente por irmãos e irmãs congregacionais, não é fechada a um grupo denominacional. Várias representações se fizeram presentes, de diversas comunidades de fé, com objetivos comuns. Grupos de trabalho foram criados e, na última reunião, já no domingo de manhã, foram prestadas informações sobre uma agenda e ações da REDIL. Será produzido um boletim teológico, com periodicidade trimestral, deverão ser divulgadas pastorais mensais, via redes sociais e mídia eletrônica. Aventou-se a possibilidade de criação de cursos para lideranças, também foi discutida a produção de revistas de escola dominical, com temas relevantes, dentre outras questões.
Chegou-se à conclusão que a igreja evangélica brasileira não tem respostas a temas prementes do século XXI, como homossexualidade, questões de gênero e outras. Neste sentido é que se discutiu a necessidade de abordá-los, sob o ponto de vista bíblico, em publicações. Aventou-se a possibilidade de igrejas e comunidades de diferentes cidades e mesmo estados da federação se unirem na realização de ações missionárias conjuntas. Os grupos de trabalho criados vão agir a fim de levar a efeito a agenda aprovada. Neste sentido, também foi acordado que o próximo encontro será realizado em 2017, nos dias 10, 11 e 12 de novembro em Ribeirão Preto(SP).
Nos dias 11 a 13 de novembro de 2016, representantes de 14 igrejas de diferentes cidades e estados brasileiros se reuniram nas dependências do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro (STCRJ). O maior grupo veio de Ribeirão Preto (SP), 42 pessoas.
Havia irmãos e irmãs do Rio de Janeiro (RJ), Campinas (RJ), Ribeirão Preto (SP), Campina Grande (PB), São Luís (MA) e Rio Branco (AC), de diversos grupos denominacionais e comunidades independentes. Houve participação de congregacionais, presbiterianos, assembleianos, independentes e também de seminaristas.
O objetivo do encontro foi discutir temáticas como Caminhos do Evangelicalismo Brasileiro, a Unidade, Modelos e Práticas Eclesiais e, ainda, fomentar a criação de ferramentas que facilitem a expansão do reino, como cursos de capacitação para líderes, publicação de um boletim teológico que supra a necessidade não apenas de pastores, mas de irmãos e irmãs que têm exercido liderança em suas comunidades de fé.
A Aliança Cristã Evangélica esteve representada pelo seu diretor executivo, o Pastor Wilson Costa, de Campinas, que teve oportunidade de apresentar a organização aos presentes e convidá-los a se filiarem.
No culto de abertura pregou o Pastor Jaderson Martins Costa, da IEC de Ribeirão Preto. A devocional do sábado pela manhã foi feita por Márcia Regina Fernandes Braga Santos, da IEC de São Luís. Tanto no sábado quanto no domingo, as atividades foram iniciadas com uma reunião de oração, antes do café, que reuniu a maioria dos presentes ao encontro.
O primeiro colóquio, Caminhos do Evangelicalismo Brasileiro, teve como expositores o Pastor M. Bernardino de Santana Filho, da IEC de Vicente de Carvalho (RJ), Sergio Prates Lima, da 2ª IEC de Campo Grande (RJ) e Rosângela Gonçalves, da IEC de Parada de Lucas (RJ). Na tarde de sábado, no segundo colóquio, Unidade, Modelos e Práticas Eclesiais, participaram os Pastores Lyndon de Araújo Santos, da IEC de São Luís (MA), Aleksandro Andrade, de Campina Grande (PB) e Cid Mauro Araújo de Oliveira, da IEC de Tancredo Neves (AC). Às falas dos componentes das duas mesas seguiram-se intervenções dos presentes, num proveitoso debate sobre os temas expostos.
O Pastor José Remígio Fernandes Braga, de Campinas (SP), pregou no culto de encerramento e a Pastora Joyce, de Ribeirão Preto, ministrou a ceia do Senhor.
Os cânticos foram dirigidos por um grupo da 2ª IEC de Campo Grande (RJ).
No sábado à noite foi montada a estratégia de organização da REDIL – Rede Evangélica de Igrejas e Lideranças que, embora formada majoritariamente por irmãos e irmãs congregacionais, não é fechada a um grupo denominacional. Várias representações se fizeram presentes, de diversas comunidades de fé, com objetivos comuns. Grupos de trabalho foram criados e, na última reunião, já no domingo de manhã, foram prestadas informações sobre uma agenda e ações da REDIL. Será produzido um boletim teológico, com periodicidade trimestral, deverão ser divulgadas pastorais mensais, via redes sociais e mídia eletrônica. Aventou-se a possibilidade de criação de cursos para lideranças, também foi discutida a produção de revistas de escola dominical, com temas relevantes, dentre outras questões.
Chegou-se à conclusão que a igreja evangélica brasileira não tem respostas a temas prementes do século XXI, como homossexualidade, questões de gênero e outras. Neste sentido é que se discutiu a necessidade de abordá-los, sob o ponto de vista bíblico, em publicações. Aventou-se a possibilidade de igrejas e comunidades de diferentes cidades e mesmo estados da federação se unirem na realização de ações missionárias conjuntas. Os grupos de trabalho criados vão agir a fim de levar a efeito a agenda aprovada. Neste sentido, também foi acordado que o próximo encontro será realizado em 2017, nos dias 10, 11 e 12 de novembro em Ribeirão Preto(SP).
Porque e Como Chegamos Até Aqui?
Por Lyndon de Araújo Santos
Na primeira edição do BOLETIM REDIL, celebramos a nossa caminhada até aqui debaixo da Graça do Senhor. Esperamos que esse espaço seja de edificação para as igrejas e as lideranças que se agregam nesse projeto em construção.
Contudo, perguntamos: porque e como chegamos até aqui? Pelo menos, por três razões iniciais:
Na primeira edição do BOLETIM REDIL, celebramos a nossa caminhada até aqui debaixo da Graça do Senhor. Esperamos que esse espaço seja de edificação para as igrejas e as lideranças que se agregam nesse projeto em construção.
Contudo, perguntamos: porque e como chegamos até aqui? Pelo menos, por três razões iniciais:
1. Por trajetórias comuns de amizades, relacionamentos, encontros, reencontros e compartilhamentos de experiências ministeriais;
2. Pela confluência de anseios comuns de igrejas e de lideranças quanto à missão e ao sentido de ser igreja hoje;
3. Por um contexto histórico, teológico e eclesial que requer tomadas de posições, posturas e encaminhamentos neste novo século.
Juntamente com essas razões, registramos acontecimentos e ações que foram marcos da construção da REDIL:
Por isso, com liberdade e temor reimaginamos nossas práticas e modelos eclesiais, considerando o esgotamento ético dos evangélicos no Brasil. Cremos que o Espírito de Deus renovador nos incita a caminhar em direções ainda não pensadas (1 Co 2.9,10).
A REDIL pode ser tanto um embrião como uma continuidade de distintas e múltiplas forças e práticas históricas e teológicas do cristianismo. Sem medo e sem patrulhamentos, mas com a paixão corajosa do Reino de amor e de justiça.
2. Pela confluência de anseios comuns de igrejas e de lideranças quanto à missão e ao sentido de ser igreja hoje;
3. Por um contexto histórico, teológico e eclesial que requer tomadas de posições, posturas e encaminhamentos neste novo século.
Juntamente com essas razões, registramos acontecimentos e ações que foram marcos da construção da REDIL:
- A defesa da liberdade e da autonomia das igrejas locais, a abertura ao ministério pastoral feminino e a livre forma do batismo com água.
- A saída de igrejas e de lideranças da UIECB (União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil) entre 2001 e 2010.
- A publicação do Boletim Basileia (2001/2002), a digitalização do Jornal O Christão, a criação da Associação Basileia em 2005 e o Projeto de Pesquisa Família, Fé e Fábrica (2007).
- A criação do ITEBAS (Instituto Teológico Basileia, 2010), em São Luís, MA.
- O relançamento da obra Lembranças do Passado (05/2013 a 01/2017).
- O funcionamento do Acervo de Documentos da Associação Basileia, no Rio de Janeiro (03/2013 a 07/2014), atualmente na cidade de Campinas.
- A comemoração dos 150 anos da chegada do casal Kalley e dos 10 anos da Associação Basileia (05/2015), na cidade de Petrópolis.
- As reuniões preparativas: São Luís, MA (10/2015), Campina Grande, PB (11/2015) e Ribeirão Preto, SP (12/2015).
Por isso, com liberdade e temor reimaginamos nossas práticas e modelos eclesiais, considerando o esgotamento ético dos evangélicos no Brasil. Cremos que o Espírito de Deus renovador nos incita a caminhar em direções ainda não pensadas (1 Co 2.9,10).
A REDIL pode ser tanto um embrião como uma continuidade de distintas e múltiplas forças e práticas históricas e teológicas do cristianismo. Sem medo e sem patrulhamentos, mas com a paixão corajosa do Reino de amor e de justiça.
Assinar:
Comentários (Atom)






