segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Agora é a Nossa Vez

Por Márcia F. B. Santos
     Ao lermos o capítulo 11 da carta aos Hebreus encontramos ali uma lista de personagens que viveram pela fé. Homens e mulheres como nós que sofreram, mas que também obtiveram grandes vitórias e que “da fraqueza tiraram força”, pois esperavam aquilo que não podiam ver. Essa lista foi feita pelo autor da carta para encorajar aqueles irmãos que estavam sofrendo perseguições.

Quando estudamos a história do cristianismo, e também a história de nossas igrejas, encontramos muitos outros exemplos de homens e mulheres que viveram para agradar a Deus e que entregaram suas vidas por amor a Jesus.

Portanto (é assim que começa o capítulo 12 de Hebreus), já que temos tantas testemunhas a nos rodear, tantos modelos, agora é a nossa vez de correr a carreira que nos está proposta. Para isso precisamos nos desembaraçar de pesos e pecados que nos assediam de forma contundente. Que pesos e que pecados são esses? Cada um de nós sabe o que tem nos embaraçado! Não podemos nos acomodar. Precisamos nos livrar daquilo que está atrapalhando a nossa corrida, atitudes meramente religiosas, preconceitos, intolerâncias, falta de amor e idolatria (sim, mesmo sendo crentes podemos ser idólatras quando colocamos qualquer coisa no lugar de Deus em nossas vidas). Precisamos ter nossos olhos firmes em Cristo, Autor e Consumador da fé, Aquele que abriu mão da sua glória por amor de nós, e que por isso tem todo o poder de nos guiar nessa carreira.

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11.6

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Reforma Protestante e a Igreja Atual

Por Igor Eduardo Nunes
     No dia 31 de Outubro comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante (1517-2017), um dos acontecimentos mais importantes da história, marcado por Lutero, que contestou e enfrentou o alto clero da Igreja a partir de seus estudos das Escrituras e de sua experiência de Fé. A Igreja pregava as indulgências. Martinho Lutero respondeu ao abuso da autoridade Papal, afixando, no dia 31/out/1517, suas 95 Teses, na porta do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. A Reforma Protestante não foi uma novidade na Igreja, mas o retorno à doutrina dos apóstolos. Não foi um desvio de rota, mas uma volta às Escrituras, que Lutero reafirmou e pontuou em cinco ênfases Só a Escritura, Só a Fé, Só a Graça, Só o Cristo e Glória só a Deus.

Quando pensamos na Igreja atual, a didática do púlpito, o conteúdo das pregações, também a forma de pensar e agir dos crentes, não resta dúvidas de que os “Cinco Solas” devem ser revistos. Mesmo que pastores, profetas e apóstolos contemporâneos os julguem ultrapassados. A Reforma Protestante foi à mão de Deus trazendo luz as verdades bíblicas da obra de salvação e da libertação do paganismo cristão institucionalizado. O movimento evangélico de forma geral tem se afastado desses princípios. A autoridade da Bíblia tem sido trocada pela autoridade de “apóstolos” e “profetas” que oferecem uma espiritualidade de frases de efeito e músicas de sucesso. O ser humano tornou-se o centro do culto, negando a centralidade de Cristo e a suficiência do seu sacrifício, enfatizando apenas as bênçãos e o que Deus pode fazer para agradar as pessoas. A reforma protestante tornou-se um principio, “a igreja reformada sempre se reformando”. Em que sentido? Sempre que a igreja se afasta do Senhor, ela precisa parar e confrontar sua teologia e sua práxis à luz das Escrituras e voltar ao seu primeiro amor. Ao longo da história, a Igreja desviou-se dos caminhos do Senhor. Aplique a você e em sua comunidade este princípio. Deus nos abençoe!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Formação como Agente de Transformação

Por Sérgio Prates Lima
     No mês em que comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante, cujo maior nome foi o de Martinho Lutero, quero chamar atenção para um aspecto importante para o movimento que mudaria a história da humanidade: a formação acadêmica de seus principais expoentes. Lutero, Melanchton, Zuínglio, Calvino, Margarita de Navarra e tantos outros nomes, tinham, além do apego às escrituras, o amor aos livros e uma sólida formação “secular”. Quebrar a hegemonia católica era uma obra de grande envergadura. Discutir, nos vários fóruns, nas denominadas Dietas, era necessário ter uma base teológica, de direito canônico e outras ciências muito grandes. Como obtê-las? Estudando, lendo, se esforçando, pesquisando, se dedicando. Podemos nos apropriar do que Deus disse a Josué, quando este recebeu a ordem de substituir Moisés na condução do povo à terra prometida: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso, não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1.9). Da mesma forma, os reformadores tiveram que ter muita coragem para denunciar os erros da igreja, que deixara de ser Católica Apostólica e se tornara Romana, com erros e abusos denunciados com coragem e embasamento bíblico e teológico por homens e mulheres daquele tempo.

Precisamos valorizar a formação acadêmica. Precisamos conhecer outras ciências, para que nos tornemos crentes do século 21 e tenhamos condições de explicar a razão de nossa fé sem sermos levados por todo e qualquer vento de doutrina. Isso demanda: tempo, investimento, dedicação e esforço, mas os resultados certamente virão.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ainda Falando Sobre Crianças

Por Sérgio Oliveira
     Muito tem se falado nas últimas semanas sobre o trato com os pequenos e as demonstrações de violência de todos os tipos contra a infância.

Em Lucas 18:15-17, alguns do povo, possivelmente pais, traziam suas crianças para que Jesus as tocasse, e os discípulos, talvez por cuidado com o mestre, repreendiam a estes. É aí então que Jesus diz: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, por que dos tais é o reino os céus.”. Essa passagem nos ensina algumas lições:

Primeiro ressaltar a nossa responsabilidade de levar as crianças a Jesus. É um esforço compartilhado, onde pais e igreja têm seu papel e sua importância. Ambos precisam trabalhar, um dando suporte ao outro. Nós em nossas casas devemos ser facilitadores desses encontros. Somos observados por eles a todo instante. Todas essas coisas vão “cooperar conjuntamente” para levá-las a Jesus.

Em segundo lugar devemos ressaltar a necessidade dos discípulos entenderem a importância das crianças em estarem juntas ao mestre. As crianças são muito abertas ao evangelho de Jesus e os discípulos dEle precisam aproveitar essa facilidade para apoiar os Pais cristãos e irem ao encontro daquelas que não tem esse ensino em suas casas. O pastor Igor Nunes da igreja evangélica congregacional do Ipiranga em Ribeirão Preto foi instrumento para que o evangelho alcançasse seus pais, quando ele ainda era uma criança. Com certeza você deve estar lembrando de outros casos onde crianças tiveram um papel importante para que outras pessoas conhecessem a Jesus. Investir nelas não é perda de tempo.

O inimigo das nossas almas pensa exatamente assim, e por isso tem investido muito nas crianças. Ideologia de gênero, demonstrações “artísticas” de gosto e inspiração duvidosos, crimes como aquele da creche em Minas Gerais na semana passada e outras tantas crueldades que vemos sempre, algumas delas vemos tanto que temos nos acostumado. Infelizmente é o que temos nos nossos dias, e é por isso e muito mais precisamos cuidar delas, e como igreja, ter voz e ação.

Que Deus nos ajude. Que ele nos use. Que ele nos abençoe

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vida, Vida, Vida Eterna

Por Carlos Prata
     "O Reino de Deus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo." (Mt 13.44)

Quem conhece a história de "o peregrino", de John Bunyan, e de como ele tapou os ouvidos e gritou: "vida, vida, vida eterna", enquanto sua esposa e filhos o chamavam de volta de sua jornada rumo a eternidade, tem uma ideia do que este texto significa.

Servir a Deus, é o maior e mais fascinante projeto de vida que alguém pode ter. É infinita, a distância que há, entre Deus e suas criaturas, mas quando transformamos nosso conhecimento sobre Deus em conhecimento de Deus, nossa visão sobre a vida muda e passamos do comportamento pagão de sermos servidos por Deus, para a iniciativa cristã de servirmos a Ele.

O resultado de contemplarmos a grandeza e a glória divina, é que enxergamos a insignificância das coisas. Um cristão ao se deparar com a grandeza do seu Senhor estará disposto a se desfazer de tudo, e desfrutar dessa grande possibilidade de servir a Ele.

A alegria, a disponibilidade e a liberdade para servir a Deus não podem ser raras no nosso meio.

As coisas "boas" dessa vida, só perdem o valor, se verdadeiramente encontrarmos os tesouros celestiais, e de coração nos entregarmos a Ele.

Que Deus nos abençoe!