Por Sérgio Prates Lima
No mês em que comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante, cujo maior nome foi o de Martinho Lutero, quero chamar atenção para um aspecto importante para o movimento que mudaria a história da humanidade: a formação acadêmica de seus principais expoentes. Lutero, Melanchton, Zuínglio, Calvino, Margarita de Navarra e tantos outros nomes, tinham, além do apego às escrituras, o amor aos livros e uma sólida formação “secular”. Quebrar a hegemonia católica era uma obra de grande envergadura. Discutir, nos vários fóruns, nas denominadas Dietas, era necessário ter uma base teológica, de direito canônico e outras ciências muito grandes. Como obtê-las? Estudando, lendo, se esforçando, pesquisando, se dedicando. Podemos nos apropriar do que Deus disse a Josué, quando este recebeu a ordem de substituir Moisés na condução do povo à terra prometida: “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso, não temas, nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1.9). Da mesma forma, os reformadores tiveram que ter muita coragem para denunciar os erros da igreja, que deixara de ser Católica Apostólica e se tornara Romana, com erros e abusos denunciados com coragem e embasamento bíblico e teológico por homens e mulheres daquele tempo.
Precisamos valorizar a formação acadêmica. Precisamos conhecer outras ciências, para que nos tornemos crentes do século 21 e tenhamos condições de explicar a razão de nossa fé sem sermos levados por todo e qualquer vento de doutrina. Isso demanda: tempo, investimento, dedicação e esforço, mas os resultados certamente virão.

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