Por Lyndon de Araújo Santos
(João 10:16)
A meta de Jesus como o Bom Pastor em João 10.16 é o redil com todas as ovelhas juntas, mas um só pastor: Ele! Tanto naquele momento como em nossos dias, estas ovelhas estão espalhadas, dispersas em diferentes apriscos distantes, plurais e carentes ("ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco"). Se em Mt 9.36 Jesus olhou somente as ovelhas de Israel, em João ele olhou o mundo. Nisto, refletimos o modo como Jesus fez missão:
1. Jesus fez missão para cuidar das suas ovelhas, não para fazer crescer estatísticas de templos. Fazer missão por causa do cuidado e não dos números. Jesus fez missão por causa das ovelhas ("elas ouvirão a minha voz") e não como conquista.
2. Jesus fez missão a partir do senso de compromisso e de vocação ("a mim me convém conduzi-las" ou trazê-las). Este compromisso deveria ser o mesmo para igreja! Fazer missão pela fé.
3. Jesus fez missão por sua visão escatológica ("haverá um rebanho e um pastor"). Este é o nosso sonho, a nossa utopia e esperança no Reino de Deus.
A finalidade da missão, afinal, é universal e ecumênica.
Organização religiosa com responsabilidade de reimaginar as práticas e modelos eclesiais, considerando o esgotamento ético dos evangélicos no Brasil.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Se Deus Quiser
Por Igor Eduardo Nunes
(Tiago 4:13-17)
Somos confrontados a abandonar toda a arrogância de se planejar sem considerar a presença e a dependência de Deus. A exortação de Tiago destinava-se a comerciantes e negociantes que faziam parte da Igreja. Embora o ensinamento seja direcionado a estes, as lições são abrangentes e aplicáveis a todos nós.
Um destaque, é que não há nenhuma intenção de Tiago de nos motivar a vivermos sem planejamentos, sonhos e objetivos. Não vemos nada de absurdo nos planos traçados pelos envolvidos. Não são planos perversos, nem de explorar alguém ou com intenções malignas (v13). Qualquer comerciante precisa planejar viagens, o controle de estoque, a planilha de custos, a margem de lucro, etc. Fazemos isso mensalmente com nossos ganhos, avaliando como pagar, comprar, poupar e etc.. O próprio Jesus fala sobre planejar (Lc 14:28-32).
As pessoas, mesmo, fazendo parte da Igreja, não demonstravam submissão ao Senhor Jesus na elaboração de seus planos e projetos. Um critério importante é a dependência de Deus. Tiago diz que os planos e projeções foram traçados, porém, Deus não foi consultado, isso nos remete a Jesus (Lc 12:16-20). Se planejarmos apenas na perspectiva e nas projeções humanas, teremos a falsa sensação de segurança, mas é preciso recordar sobre nossa fragilidade e relembrar a necessidade de colocar Jesus como alicerce de nossos planos e projetos de vida. Assim somos levados a priorizar a vontade e o reino de Deus.
Ao invés de confiar em si mesmo e descansar numa falsa segurança e autossuficiência, é preciso colocar o Senhor do tempo e da vida como Soberano sobre todas as coisas. Importante e oportuna é a expressão proposta por Tiago, e que deve sempre anteceder todo e qualquer planejamento e sonho: “Se o Senhor quiser...”. É bom entender que mais do que usar esta expressão, é preciso planejar junto a Deus. Cada plano avaliado segundo os padrões e objetivos de Jesus, em oração e dependência. A jactância, a vanglória e arrogância são posturas malignas. Precisamos reconhecer a soberania de Deus sobre nossas vidas (Pv16:3), abandonar todo orgulho e praticar o que temos aprendido.
(Tiago 4:13-17)
Somos confrontados a abandonar toda a arrogância de se planejar sem considerar a presença e a dependência de Deus. A exortação de Tiago destinava-se a comerciantes e negociantes que faziam parte da Igreja. Embora o ensinamento seja direcionado a estes, as lições são abrangentes e aplicáveis a todos nós.
Um destaque, é que não há nenhuma intenção de Tiago de nos motivar a vivermos sem planejamentos, sonhos e objetivos. Não vemos nada de absurdo nos planos traçados pelos envolvidos. Não são planos perversos, nem de explorar alguém ou com intenções malignas (v13). Qualquer comerciante precisa planejar viagens, o controle de estoque, a planilha de custos, a margem de lucro, etc. Fazemos isso mensalmente com nossos ganhos, avaliando como pagar, comprar, poupar e etc.. O próprio Jesus fala sobre planejar (Lc 14:28-32).
As pessoas, mesmo, fazendo parte da Igreja, não demonstravam submissão ao Senhor Jesus na elaboração de seus planos e projetos. Um critério importante é a dependência de Deus. Tiago diz que os planos e projeções foram traçados, porém, Deus não foi consultado, isso nos remete a Jesus (Lc 12:16-20). Se planejarmos apenas na perspectiva e nas projeções humanas, teremos a falsa sensação de segurança, mas é preciso recordar sobre nossa fragilidade e relembrar a necessidade de colocar Jesus como alicerce de nossos planos e projetos de vida. Assim somos levados a priorizar a vontade e o reino de Deus.
Ao invés de confiar em si mesmo e descansar numa falsa segurança e autossuficiência, é preciso colocar o Senhor do tempo e da vida como Soberano sobre todas as coisas. Importante e oportuna é a expressão proposta por Tiago, e que deve sempre anteceder todo e qualquer planejamento e sonho: “Se o Senhor quiser...”. É bom entender que mais do que usar esta expressão, é preciso planejar junto a Deus. Cada plano avaliado segundo os padrões e objetivos de Jesus, em oração e dependência. A jactância, a vanglória e arrogância são posturas malignas. Precisamos reconhecer a soberania de Deus sobre nossas vidas (Pv16:3), abandonar todo orgulho e praticar o que temos aprendido.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
A Instabilidade de Pedro
Por Sérgio Prates Lima
No início da igreja houve um problema de comportamento. Em Antioquia, Pedro estava reunido com os crentes gentios e com eles tinha tudo em comum, comia com eles partilhando amizade e hábitos. Assim que um grupo de judeus convertidos chegou, o comportamento de Pedro mudou. Parece que ele se esquecera da experiência fantástica em Jope quando vira o lençol que, baixado do céu à terra com toda sorte de animais considerados pela cultura judaica como imundos (Atos 10.1-16), Deus lhe ordenara que matasse e comesse, não considerando imundo ou impuro o que Deus tornara puro.
Logo depois do episódio do lençol Pedro foi instado a ir à casa de Cornélio o centurião gentio, e ali muitos ouviram a mensagem de salvação e foram salvos por obra e graça de Deus.
Paulo tomara conhecimento dos dois episódios envolvendo Pedro, que mudou de comportamento ao vir um grupo de judeus em Antioquia e teve medo de ser censurado por seu comportamento “liberal” por seus irmãos judeus, e assim, repeliu os gentios. Paulo repreendeu Pedro, bem como Barnabé, ambos líderes renomados da igreja, pois para Paulo tal comportamento era passivo de uma severa repreensão, e em público (Gl 2.14).
Pedro poderia ter evitado este vexame mas preferiu ficar bem com os judeus, não ser questionado por manter comunhão com gentios à mostrar aos judeus que agora, pela conversão havia um só corpo, um só Senhor, uma só fé, para judeus e gentios.
Irmãos, não devemos agir como Pedro. Precisamos ter atitudes coerentes o tempo todo, sem tergiversar. Pedro tentou ser politicamente correto, agradável a um grupo em detrimento de outro temendo não ser bem visto pelos seus irmãos de fé mais íntimos. Por isso, pagou um alto preço pelo seu comportamento dúbio. Foi repreendido por Paulo e em público.
Que aprendamos a nos comportar de maneira correta em qualquer situação.
No início da igreja houve um problema de comportamento. Em Antioquia, Pedro estava reunido com os crentes gentios e com eles tinha tudo em comum, comia com eles partilhando amizade e hábitos. Assim que um grupo de judeus convertidos chegou, o comportamento de Pedro mudou. Parece que ele se esquecera da experiência fantástica em Jope quando vira o lençol que, baixado do céu à terra com toda sorte de animais considerados pela cultura judaica como imundos (Atos 10.1-16), Deus lhe ordenara que matasse e comesse, não considerando imundo ou impuro o que Deus tornara puro.
Logo depois do episódio do lençol Pedro foi instado a ir à casa de Cornélio o centurião gentio, e ali muitos ouviram a mensagem de salvação e foram salvos por obra e graça de Deus.
Paulo tomara conhecimento dos dois episódios envolvendo Pedro, que mudou de comportamento ao vir um grupo de judeus em Antioquia e teve medo de ser censurado por seu comportamento “liberal” por seus irmãos judeus, e assim, repeliu os gentios. Paulo repreendeu Pedro, bem como Barnabé, ambos líderes renomados da igreja, pois para Paulo tal comportamento era passivo de uma severa repreensão, e em público (Gl 2.14).
Pedro poderia ter evitado este vexame mas preferiu ficar bem com os judeus, não ser questionado por manter comunhão com gentios à mostrar aos judeus que agora, pela conversão havia um só corpo, um só Senhor, uma só fé, para judeus e gentios.
Irmãos, não devemos agir como Pedro. Precisamos ter atitudes coerentes o tempo todo, sem tergiversar. Pedro tentou ser politicamente correto, agradável a um grupo em detrimento de outro temendo não ser bem visto pelos seus irmãos de fé mais íntimos. Por isso, pagou um alto preço pelo seu comportamento dúbio. Foi repreendido por Paulo e em público.
Que aprendamos a nos comportar de maneira correta em qualquer situação.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
A Luta Interior de Todo Homem
Por Carlos Prata
Há quem diga que o mundo está perdido, que o ser humano chegou a um estado lastimável e que já não há mais solução para o pecado.
Por outro lado, os poucos que ainda vislumbram uma remota possibilidade de esperança, se apegam ao discurso de que uma "colonização" dessa sociedade corrupta, por parte das instituições religiosas, nos traria dias melhores, ledo engano.
O problema de uma sociedade não está nela em si, mas nos indivíduos que a representam.
O mau, mais danoso, é aquele que está dentro de nós. A medida que nos imaginamos melhores e apontamos os erros alheios, vamos nos deteriorando e nos nivelando ao caos.
Preciso voltar meus olhos para um relacionamento inadiável com Deus e me livrar de vez da ideia que a conversão do outro é a resposta para o problema do mau.
Chega de achar que cometi poucos erros, pois os poucos que cometo, me transformaram em uma outra pessoa, e essa outra pessoa que me transformei é exatamente o miserável homem que sou. Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.
(Rm 7.24) "Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte"?
Há quem diga que o mundo está perdido, que o ser humano chegou a um estado lastimável e que já não há mais solução para o pecado.
Por outro lado, os poucos que ainda vislumbram uma remota possibilidade de esperança, se apegam ao discurso de que uma "colonização" dessa sociedade corrupta, por parte das instituições religiosas, nos traria dias melhores, ledo engano.
O problema de uma sociedade não está nela em si, mas nos indivíduos que a representam.
O mau, mais danoso, é aquele que está dentro de nós. A medida que nos imaginamos melhores e apontamos os erros alheios, vamos nos deteriorando e nos nivelando ao caos.
Preciso voltar meus olhos para um relacionamento inadiável com Deus e me livrar de vez da ideia que a conversão do outro é a resposta para o problema do mau.
Chega de achar que cometi poucos erros, pois os poucos que cometo, me transformaram em uma outra pessoa, e essa outra pessoa que me transformei é exatamente o miserável homem que sou. Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.
(Rm 7.24) "Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte"?
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