sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Porque e Como Chegamos Até Aqui?

Por Lyndon de Araújo Santos

     Na primeira edição do BOLETIM REDIL, celebramos a nossa caminhada até aqui debaixo da Graça do Senhor. Esperamos que esse espaço seja de edificação para as igrejas e as lideranças que se agregam nesse projeto em construção.
     Contudo, perguntamos: porque e como chegamos até aqui? Pelo menos, por três razões iniciais:
1. Por trajetórias comuns de amizades, relacionamentos, encontros, reencontros e compartilhamentos de experiências ministeriais;
2. Pela confluência de anseios comuns de igrejas e de lideranças quanto à missão e ao sentido de ser igreja hoje;
3. Por um contexto histórico, teológico e eclesial que requer tomadas de posições, posturas e encaminhamentos neste novo século.
     Juntamente com essas razões, registramos acontecimentos e ações que foram marcos da construção da REDIL:
  • A defesa da liberdade e da autonomia das igrejas locais, a abertura ao ministério pastoral feminino e a livre forma do batismo com água. 
  • A saída de igrejas e de lideranças da UIECB (União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil) entre 2001 e 2010. 
  • A publicação do Boletim Basileia (2001/2002), a digitalização do Jornal O Christão, a criação da Associação Basileia em 2005 e o Projeto de Pesquisa Família, Fé e Fábrica (2007). 
  • A criação do ITEBAS (Instituto Teológico Basileia, 2010), em São Luís, MA. 
  • O relançamento da obra Lembranças do Passado (05/2013 a 01/2017). 
  • O funcionamento do Acervo de Documentos da Associação Basileia, no Rio de Janeiro (03/2013 a 07/2014), atualmente na cidade de Campinas. 
  • A comemoração dos 150 anos da chegada do casal Kalley e dos 10 anos da Associação Basileia (05/2015), na cidade de Petrópolis. 
  • As reuniões preparativas: São Luís, MA (10/2015), Campina Grande, PB (11/2015) e Ribeirão Preto, SP (12/2015). 
     Assim, de 11 a 13 de novembro de 2016, reuniram-se cerca de 70 irmãos em Pedra de Guaratiba, RJ, em dias memoráveis de comunhão. Sonhamos juntos a Unidade do Corpo de Cristo como ponto de partida e de chegada, ao mesmo tempo, um compromisso, um lugar e um alvo supremo.
     Por isso, com liberdade e temor reimaginamos nossas práticas e modelos eclesiais, considerando o esgotamento ético dos evangélicos no Brasil. Cremos que o Espírito de Deus renovador nos incita a caminhar em direções ainda não pensadas (1 Co 2.9,10).
     A REDIL pode ser tanto um embrião como uma continuidade de distintas e múltiplas forças e práticas históricas e teológicas do cristianismo. Sem medo e sem patrulhamentos, mas com a paixão corajosa do Reino de amor e de justiça.

Nenhum comentário:

Postar um comentário