Por Adenilson Ribeiro de Olveira
A premissa básica para refletirmos sobre o amor está no fato de Deus nos ter amado primeiro (I Jo 4:19) e ter derramado o seu amor em nossos corações ( Rm 5:5). A nossa tarefa, então, é abrir diques em nós mesmos para deixar esse amor fluir e alcançar os outros (I Jo 4:11).
Fomos feitos para o amor e só podemos nos realizar como pessoas na vivência do amor. Os indícios de realização pessoal de nossa sociedade não são os mesmos do amor. A pessoa que conseguiu acumular recursos financeiros, que construiu um grande patrimônio, etc. é, geralmente, vista como uma pessoa realizada, porém, isso por si só não corresponde à verdade (Lc 12:15).
O Apóstolo João, especialmente na sua I carta, afirma que o amor é o grande mandamento e sua demonstração ao próximo é o grande indicativo de que Deus vive em nós (I Jo 4:7). Para ele o amor é mais do que poesia indo além do conceito e da simples verbalização. O argumento que perpassa toda essa carta é que o amor só se efetiva em ações (I Jo 3:17,18) que, segundo Tiago também indicam a autenticidade da nossa fé (Tg 2:15-18). Amar se aprende amando. Portanto, deve resultar de uma deliberação pessoal.
Geralmente, estamos muito propensos a amar nossos iguais. Amamos nossa família, nossos amigos, nossos irmãos na fé. É bom ter comunhão com eles. Isso nem se discute. Mas, Jesus nos chama a fazermos nosso “próximo” o diferente, o carente, o faminto, os desprezados e até aqueles que se colocam como nossos inimigos (Mt 5:44-48).
O amor ao próximo também não pode ser reduzido àquelas contribuições ou doações eventuais que fazemos para uma entidade filantrópica sem nunca termos visto a face daqueles para quem doamos algo ou algum dinheiro. Isso é bom e necessário. Mas, se só fizermos isso, perderemos a oportunidade de experimentarmos a vida abundante prometida por Jesus e jamais nos realizaremos como pessoas. Segundo Jesus, a nossa felicidade está relacionada ao quanto nos dedicamos para que os outros sejam felizes, especialmente, aqueles efetivamente carentes. É, portanto, ao proporcionarmos felicidade aos outros que também seremos felizes.

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