“Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos”. (Evangelho segundo Lucas 6:43-44). Jesus utilizou este preceito basilar da natureza para aplica-lo à vida de seus ouvintes. Ao proferir tal ensino, acredito que trouxe à memória a advertência do salmista em relação àquele que anda de acordo com a vontade do SENHOR (Salmo 1:3). É clara aqui a relação entre duas metáforas. Uma é a das águas correntes simbolizando a Voz de Deus por meio de Sua Palavra (Apocalipse 1:15). A outra é a de que somos chamados a sermos árvores. Ou seja, a permanecermos Nele, por meio de Sua Palavra, para que possamos dar frutos (Evangelho segundo João 15:5). Diante deste fato, surge outra questão: Como acontece este fornecimento de alimento? Através da geração de outros dois elementos: frutos com suas sementes. O fruto deve ser usado como alimento. Já a semente deve ser plantada (cultivada) no solo para que gere outra árvore que dê frutos e assim sucessivamente.
Aqui está o “x” da questão. E ele se divide em duas partes. A primeira se refere ao fato de que o fruto (nos quesitos tipo e qualidade) é determinado pela árvore da qual ele brota. E a segunda se refere ao fato de que uma árvore (também nos quesitos tipo e qualidade) é determinada pela semente (nos mesmos quesitos). Uma árvore boa depende de dois elementos: semente e terra (solo). Não basta a semente ser boa. O solo deve ser propício para fazê-la germinar. Jesus falou sobre isto em Sua parábola do semeador (Evangelho segundo Mateus 13:1-23).
Jesus, em outra parábola, elucidou sobre as duas sementes. A boa representada pelo trigo e a ruim pelo joio (Evangelho segundo Mateus 13:24-29). De acordo com Jesus, a semente boa é representada pela semeada pelos filhos de Deus, que é o Evangelho do Reino; e a ruim pelos filhos do maligno (Evangelho segundo Mateus 13:37), descritos pelo apóstolo Paulo como “filhos da desobediência” (Efésios 2:1-3). Qual a semente que tem sido cultivada em nosso coração?
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